Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro

Enviada em 01/06/2021

No ano de 1620, os puritanos, devido a perseguições religiosas, foram obrigados a deixar a Inglaterra em busca de melhores condições  sociais e econômicas. Hodiernamente, milhares de venezuelanos adentram o território brasileiro com o mesmo objetivo. Entretanto, vários são os impasses relacionados a chegada dos imigrantes, já que, a estrutura disponível é insuficiente para receber tantas pessoas, esse problema é acompanhado por comportamentos preconceituosos por parte dos cidadãos brasileiros.

E relevante abordar, primeiro, o alto índice de pessoas com origem na Venezuela que, de forma legal, tentam entrar no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Justiça, em 2017, o número de pedidos de refúgio de venezuelanos chegou a 16 mil, com isso, nota-se que, os sistemas de educação e saúde locais são insuficientes para atender esses e os nativos. Ademais, a oferta de emprego é baixa para absorver tantas pessoas, visto que os imigrantes concentram-se em apenas dois estados, Roraima e Amazonas.

Desse modo, destaca-se que, a relação entre brasileiros e forasteiros é ruim, devido, por exemplo, a grande disputa por empregos. Contudo, é válido utilizar o pensamento do filósofo grego Sócrates, que diz “Não sou ateniense, nem grego, mas sim cidadão do mundo”. Logo, entende-se que estes, que buscam oportunidades no  Brasil, são acima de tudo seres humanos que não vieram para cá com o objetivo de tomar vagas em empresas, mas foram obrigados a lutar por condições humanitárias mínimas.

Dassa forma, percebe-se a necessidade da criação de mecanismos para receber os imigrantes e mudar a visão do cidadão brasileiro com relação a esses. Primeiramente, o Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Fazenda, deve buscar recursos para garantir acesso a educação e saúde para os refugiados, por meio da inclusão desses objetivos na base de Diretrizes Orçamentárias. Outrossim, cabe ao Ministério das Comunicações a produção de campanhas na mídias tradicional e digital visando divulgar os motivos da presença dos venezuelanos, e por conseguinte construir na população um pensamento mais humanitário.