Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro
Enviada em 21/06/2021
No filme “território restrito”, é narrada a história de imigrantes vindos de diferentes países para os Estados Unidos, porém sua estadia no país é repleta de dificuldades, como os ataques xenofóbicos sofridos constantemente, prejudicando-os de se socializarem e de conseguirem moradia e emprego. Assim, de maneira análoga, o modo no qual o Brasil recebe imigrantes também é inóspito, haja vista o preconceito e a falta de políticas migratórias para atender efetivamente esses indivíduos.
Em primeira análise, cabe mencionar a visão preconceituosa que alguns brasileiros possuem para com o estrangeiro, afinal eles acreditam na superioridade de sua cultura. Diante do exposto, tal aversão recebe o nome de “xenofobia”, comumente estudada pelos campos da sociologia e da filosofia, sendo baseada na intolerância e/ou discriminação social, frente a determinadas nacionalidades. Tendo isso em vista, o filósofo francês Voltaire afirmava: “O preconceito da raça é injusto e causa grande sofrimento às pessoas.” Logo, conclui-se que a xenofobia precisa ser urgentemente combatida para a garantia de uma boa convivência entre as diferentes etnias.
Em segunda análise, é necessário destacar a falta de políticas migratórias, as quais se fazem cruciais para um bom desempenho de um território que abriga mais de 1 milhão de residentes oriundos de outros países, como é o caso do Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça. Por conseguinte, com a falha do Estado em criar estratégias para sobrevivência dessas pessoas, muitas encontram-se em precárias condições, estando desabrigadas, desempregadas e desassistidas. Nesse sentido, as Organizações Não Governamentais desempenham um papel crucial, como é o caso da “Missão paz”, responsável por atender a saúde física e psicológica desses indivíduos, bem como oferecer serviços jurídicos e de acolhimento. Destarte, faz-se substancial a criação de políticas públicas capazes de frear essa crise migratória, que é tanto prejudicial às vítimas quanto ao Brasil, uma vez que esses episódios também maculam a imagem do País, que se mostra ser incompetente e omisso.
Urge, portanto, um olhar mais solidário e tolerante dos brasileiros em relação aos imigrantes, além de uma administração pública eficiente em atender suas necessidades básicas. Logo, cabe ao Ministério da Justiça, em parceria com ONGs, criar campanhas em redes sociais para atingir maior engajamento, contando histórias reais de residentes imigrantes, e, assim, promover uma luta contra o preconceito, comovendo milhares de pessoas a doarem qualquer valor, ou até mesmo a se tornarem voluntários nas organizações. Ademais, é dever das Companhias de Habitação de cada estado adicionarem os imigrantes em um dos planos habitacionais existentes, sendo preciso comprovar sua real necessidade. Assim, o Brasil se tornará hóspito, e seus imigrantes não viveram mais como em “Território restrito”.