Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro

Enviada em 24/06/2021

Ao revisitar a história humana, é comum encontrar episódios de estranhamento com o estrangeiro e o diferente, principalmente por parte dos europeus, ao colocarem-se como superiores, mas também não deixando de lado a atual preponderância dos Estados Unidos. Com isso, a cultura da superioridade implementada pela colonização brasileira acentuam esse pensamento por parte da população, o que aumenta o nacionalismo e reduz a solidariedade.

Durante os últimos anos, a sociedade tem se tornado cada vez mais fria e impessoal, sobretudo com o advento das redes sociais, conforme crítica do filósofo polonês Bauman. Dessa forma, os donos do capital têm maior facilidade em mudar a opinião pública por meio da tecnologia, como demonstrado no documentário “O Dilema das Redes”, produzido pela Netflix, e fazer da xenofobia uma prática comum. Assim, a ação quase imperceptível a curto prazo reduz a participação social do cidadão nas causas comuns e o brasileiro se distancia do chamado “outro”.

Ademais, o discurso de líderes globais, como o ex-presidente americano Donald Trump, contra países do Oriente revela a discordância entre partes da sociedade que deveriam acolher o diferente. Dessa maneira, a população mundial não tem espelho para se guiar e aceitar o diferente, o que não é diferente no Brasil, e acentua a sensação de preeminência de cada nação perante o cenário internacional, trazendo, mais uma vez, a inferiorização do distinto e a intensificação do nacionalismo.

Diante do exposto, o Brasil ainda tem uma herança a ser superada e o povo precisa de exemplos concretos para se assemelhar. Para tal, é primordial que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas diretrizes da educação e cultura do país, realize campanhas de conscientização, por meios de rádio e televisão, para a aceitação do estrangeiro no território nacional. Desse modo, a nação poderá ser reconhecida pela redução da diferenciação entre os nativos e os não nascidos no país, além de aumentar o espírito de união da população.