Crise migratória no século XXI: o olhar brasileiro para o estrangeiro

Enviada em 24/09/2021

A crise migratória mundial é marcada por ações discriminatórias, reafirmando a idéia de Einstein quanto disse que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, logo observa-se que o refugiado no Brasil é cercado por ações acolhedores e preconceituosas. Nesse sentido, a crise migratória é caracterizada por ações xenofóbicas direcionadas aos indivíduos que buscam no Brasil oportunidades de trabalho, refúgio e o recomeço de uma vida marcada por conflitos bélicos, territoriais e religiosos, e sobretudo por muito medo.

A princípio as ações preconceituosas praticadas contra refugiados no Brasil, por um grupo minoritário, demonstra a falta de empatia frente a possibilidade de miscigenação cultural e étnica, criando um ambiente hóstil e segregatório, onde na verdade deveria ser acolhedor e humanitário. Dessa forma, combater esses atos deve ser premissa dos brasileiros, tendo em vista que, somos todos imigrantes e ninguém tem moradia fixa nesse planeta, como frizado pelo Papa Francisco em um de seus discursos referentes aos refugiados.

Ademais o território brasileiro é visto como a terra de possibilidades, livre de conflitos armados e cercada por um povo acolhedor, quando comparado aos outros países, e diante desse cenário torna-se o ambiente propício para o recomeço. Porém, é importante destacar que os refugiados, na maioria dos casos, são acrescidos às estatísticas de desigualdade social, uma vez que, são observadas facilidades para o ingresso no mercado de trabalho informal e as moradias nos centros urbanos com menores índices de desenvolvimento social.

Em conclusão é importante destacar o papel do Comitê Nacional para os refugiados por meio da criação de uma campanha, podendo ser intitulada como: ‘‘Brasil: terra do recomeço’’, para que, por meio das mídias sociais sejam amplamente divulgadas as consequências negativas das ações preconceituosas, gerando pois a conscientização da importância do acolhimento e a criação de um ambiente propício para todos. Além disso, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social a criação do programa ‘‘Amparo social ao refugiado’’ para fomentar a adaptação cultural, principalmente relacionada a língua, pois favorece a busca por empregos formais, por meio de aulas de língua portuguesa oferecida por Universidades Públicas tornando assim, o território brasileiro adequado para a instalação dos refugiados e de suas famílias.