Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 31/08/2019

As leis de vacinação obrigatória servem para duas coisas, proteger a sociedade de doenças –não necessariamente o indivíduo- e as crianças, já que elas não têm a capacidade de tomar decisões por si próprias.

Em 1998 um artigo é publicado relacionando o autismo, síndrome genética pré-natal relacionada aos cromossomos, com uma vacina. A reação obvia é o medo, todavia, a pesquisa mesmo estando em uma revista de renome era fraudulenta e o estrago estava feito. O movimento anti-vacinação surge e ganha forças em áreas periféricas onde o ensino não é valorizado ou de fácil acesso, mas não unicamente nelas como explica o documentário A Terra é Plana, os terraplanistas tanto quanto o grupo anti-vacinas precisam de uma comunidade (o próprio documentário faz uma relação entre os grupos), um grupo social que eles se encaixem e onde o método-científico não os alcance para dizer que eles estão errados.

Os pais preocupados crentes de que as vacinas são nocivas as suas crianças temem os efeitos colaterais delas e isso precisa ser corrigido, quando um agente infeccioso (mesmo que morto em uma vacina) entra em contato com o nosso corpo, que não sabe identificar se ele é nocivo ou não reage com alguns efeitos não letais antes de produzir os anticorpos responsáveis pela defesa do corpo. A engenheira Pat Feldman segue firme sua decisão de não vacinar seu filho, pois as vacinas tem muitos efeitos colaterais não relatados, Arthur-seu filho- foi tratado com a vacina antiga que causava enjoo e obstrução intestinal.

Essa série de eventos coloca em risco a vida de várias crianças, mas a vacinação é lei e não tendo nenhuma forma alternativa comprovada de prevenir essas doenças. Graças a falta de informação doenças extintas podem voltar, como explica Átila (biólogo e pesquisador) uma criança sem vacina cercada de outras vacinadas não é um problema, mas qualquer situação adversa pode provocar estragos, possivelmente letais, para o menor de idade.

No Brasil a regulagem de menores é precária em comparação com os registros e monitoramento dos EUA, então é mais difícil iniciar um projeto de busca de crianças não vacinadas, mas não impossível se começarmos agora, o projeto se iniciaria nos hospitais (com registros dos nascidos) e depois disso o registro é analisado e comparado em longo prazo com o histórico de vacinas, os que não apresentarem devem ser achados, tratados e os pais até mesmo punidos (vale lembrar ainda que vacinação é lei que transcende o livre-arbítrio do indivíduo) se for constatado negligência.