Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 30/08/2019

No século XX, a chamada Revolta da Vacina expande a insegurança e o medo da população brasileira quanto aos métodos de prevenção de doenças. Hodiernamente, muito se discute sobre a obrigatoriedade das vacinas, bem como sobre os malefícios associados a ela. Fatores de ordem educacional e social caracterizam o problema de questão sanitária no país.

É importante ressaltar, iniciar, como falhas da educação brasileira na abordagem do tema. No Brasil, uma vacina é cercada de mitos e mentiras sobre seus efeitos causados. Nesse sentido, uma omissão das escolas e dos órgãos de saúde não é um problema corroborado com o recebimento da população em que é submetido esse processo. Tal fato pode ser ratificado na campanha de 2014 contra vacinação contra o HPV, que enfrentou grandes obstáculos relacionados à desinformação dos indivíduos.

Outro sim, tem-se os riscos ligados à abstenção de vacinas, que atingem toda a sociedade. Dado que existe uma tendência mundial contra a vacinação, toda a população se torna mais suscetível à exposição de doenças que já foram erradicadas, como o sarampo. Segundo o OMS, a circulação de vírus dessa enfermidade é mantida na Europa e África, além de que, em São Paulo, foram contabilizados cerca de 30 casos em 2011.

É notória, portanto, uma influência de fatores educacionais e sociais na problemática supracitada. Nesse caso, cabe às escolas, em parceria com os postos de saúde, orienta a população sobre as necessidades de vacinação. Essa medida pode ser realizada por meio de palestras e debates nas salas de aula e usando a realização de campanhas na internet e nas ruas. Paralelamente, o Governo, por intermédio dos setores envolvidos, deve realizar pesquisas sobre os possíveis malefícios das vacinas. A ideia é, a partir de estudos nas universidades do país, divulgar para a sociedade como verdades e mitos sobre a vacinação. Assim, será construída uma consciência coletiva do tema, essencial para o combate às doenças.