Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 31/08/2019
A vacina foi inventada no século XVIII, inicialmente para combater a varíola, e desde então é o meio mais seguro e eficaz para combater doenças infecciosas. Praticamente todos os pediatras recomendam à vacinação das crianças ainda cedo, para evitar futuros problemas, mas algumas pessoas insistem em não se vacinar ou vacinar seus filhos. Por que a vacinação tem causado dúvidas e insegurança em parte da população?
Um dos exemplos mais clássicos que se tem é a revolta da vacina, que ocorrida no início do século XX, tendo como pretexto uma lei que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola, embora também seja relacionada com reformas urbanas e campanhas de saneamentos que estavam sendo realizadas no período, lideradas pelo médico Oswaldo Cruz. Esse evento mostra que há tempos já existe certa relutância quando se trata das vacinas, e que a população pode rejeitar qualquer coisa que lhe seja imposta como obrigação.
A vacinação salva milhões de pessoas todos os anos, e já poderia ter erradicado algumas doenças, como o sarampo e a poliomelite, mas estas ainda ameaçam a saúde pública devido aos grupos antivacinas, que estão em ascensão. Pode sim acontecer de uma vacina causar efeitos colaterais não planejados, como a do rotavírus, que foi tirada de circulação em 1999 por causar obstrução intestinal. Porém, quando isso ocorre, a vacina em questão é suspensa e se iniciam pesquisas para desenvolver uma nova que possa substituí-la.
Tendo em vista os fatos mencionados, a vacinação é sim eficiente e muito mais segura do que alguns pensam, e todas as pessoas deveriam se vacinar. Sabendo também que as pessoas que não são vacinadas e acabam contraindo alguma doença põe em risco os indivíduos ao seu redor, as vacinas devem sim ser obrigatórias. O Estado deve agir juntamente com a iniciativa privada, elaborando campanhas para a conscientização da população, com pesquisas e orientação profissional.