Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 20/09/2019

O “Mundo das Sombras”, teorizado pelo filósofo Platão, é marcado pela alienação e pela falta de conhecimento. Já o “Mundo das Verdades”, é configurado pela presença do saber. Em analogia, parte da população que adere ao movimento anti-vacinação está cercada pelo desconhecimento, haja vista ser um dos maiores avanços da medicina para prevenção e erradicação de doenças. Por isso, medidas são necessárias para solucionar a problemática, que está vinculada aos mitos sobre as vacinas, pois ela é imprescindível na precaução de doenças.

Sob esse viés, em 1904, deu-se início à “Revolta da Vacina”, marcada pelos protestos de uma população marginalizada, contra a vacinação obrigatória, à medida que elas, não compreendiam o intuito da vacinação para o controle de epidemias como varíola e febre amarela. Não obstante, parte da sociedade hodierna, a qual se vive no “Mundo das Sombras” de Platão, deixou de acreditar no “poder” da vacina para prevenção de doenças e associá-la a causa, por exemplo, do autismo, disseminando tal informação (já comprovado por estudos de médicos epidemiologistas, ser inverídica). Dessa maneira, as consequências são maléficas ao nicho populacional, visto que doenças antes erradicadas, como febre amarela; poliomelite e sarampo voltaram a “assombrar” novamente a sociedade, preocupando não só ela, mas também ao Ministério da Saúde.

Ademais, o filme estadunidense “Guerra Mundial Z” retrata o drama da população ao contrair um vírus altamente mortal e também da OMS(Organização Mundial da Saúde) que não conseguia encontrar uma vacina para conter tal nefasta mazela. Dessa maneira, o filme leva à reflexão sobre a importância da vacinação no combate à epidemias, e como a disseminação rápida de um vírus pode engendrar catástrofes irreversíveis. Segundo tais visões, na mitologia grega, a deusa Hígia (deusa da prevenção à saúde) clama, sobretudo, para a prevenção contra as doenças, afinal para ter-se boa saúde um primeiro passo é prevenir-se.

Urge, portanto, que a vacina é um método eficaz para prevenir e combater doenças e, por isso, deve ser obrigatória e não boicotada. Assim, faz-se necessário que a LOA (Lei Orçamentária Anual) direcione capital, que por intermédio do Ministério da Saúde, seja revertido em campanhas a favor da vacinação, contando com a presença dos agentes da saúde (para aplicação da vacinação de forma gratuita), a fim de prevenir doenças. Paralelamente, a LOA também deve prover verbas para as grandes mídias (TV, rádio, internet), para que elas façam propagandas, por meio de cenas de filmes, alusões históricas, médicos epidemiologistas, sobretudo, com o intuito de demonstrar os perigos de uma não prevenção, tanto individualmente como no âmbito social.