Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 15/10/2019
O “Mundo das Sombras”, idealizado pelo filósofo Platão, é marcado pela alienação, pela falta de conhecimento. Já o “Mundo das Verdades” se configura pela presença do saber. Em analogia, o nicho social ao aderir o movimento " anti-vacina" vive uma realidade fantasiosa, acrítica e limitada. Nesse sentido a falta de conhecimento, bem como a divulgação de “fake news” promovem o retorno de doenças erradicas. Logo, urge a união do poder estatal com as grandes mídias, a fim de reverter esse cenário retrógrado, uma vez que a vacinação deve ser obrigatória.
Primeiramente, é válido ressaltar que em 1904, deu-se a " Revolta da Vacina", que ficou reconhecida pelo protesto da população contra à vacinação obrigatória. Isso ocorreu em virtude da não compreensão dos indivíduos sobre à eficiência da vacinação no controle de epidemias, como a varíola, beste bubônica e febre amarela gritante na época. Por conseguinte, frustra constatar que esse cenário retrógrado e pessimista, ainda faz-se presente na conjuntura atual, uma vez que a divulgação de “fake news” deprecia a eficiência da vacina e promove, mais uma vez o seu boicote. Consequentemente, segundo o Ministério da Saúde doenças como febre amarela, poliomielite e sarampo – já erradicadas- ressurgem para “ assombrar” o progresso cientifico.
Somada a essa ideia, o filme americano “Guerra Mundial Z”, discorre sobre o drama vivido pela Organização Mundial da Saúde( OMS), ao tentar desenvolver uma vacina para conter o vírus que matou quase uma nação inteira. Dessa maneira, a ficção promove à reflexão sobre a importância do conhecimento acerca da eficácia dessa imunização, assim como para o seu potencial, indiscutível, na paralização de epidemias. Sendo assim, da mesma forma que na mitologia grega a deusa da prevenção à saúde -Hygea- clama, sobretudo, pela vacinação, o nicho social, também deve reconhecer a sua seriedade na manutenção da saúde.
Em suma, fica claro a importância da vacinação e, por isso, deve ser obrigatória e não boicotada. Assim, faz-se necessário que a LOA( Lei Orçamentária Anual) direcione capital, que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em feiras de vacinações em praças públicas- com profissionais de saúde qualificados-, com vistas a informar a população sobre os benefícios e sobre a eficiência da vacina, a fim de contribuir para solidificação do senso crítico. Paralelamente, a LOA deve prover verbas para as grandes mídias, que mediante às campanhas de cunho socioeducativo, demonstre ao nicho social a importância da vacinação para prevenção de doenças. Tudo isso tem a finalidade de revolucionar o cenário catastrófico do movimento “ anti-vacina” e conduzir o corpo civil em direção ao “ Mundo das Verdades”, do discípulo de Sócrates.