Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 18/10/2019

A revolta da vacina foi uma movimento popular contra a vacinação obrigatória ocorrida no Rio de Janeiro em 1904 que se deu pelo medo por parte da população mais pobre e desinformada quanto ao funcionamento e os efeitos positivos desta forma de imunização. No brasil atual, os movimentos antivacina continuam se firmando na divulgação de artigos e noticias falsas a exemplo de efeitos colaterais e ineficácia atribuídos às vacinas, ambos já desmentidos pela medicina e por conseguinte pais estão deixando de vacinar suas crianças e pessoas não imunizadas negligenciando a vacinação, o que leva doenças consideradas erradicas como o sarampo voltarem a assombrar a saúde publica.

Em primeira instância, é essencial apresentar os dados acerca da vacinação de crianças afim de dimensionar os impactos do fenômeno sitado. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 2018 apenas 68% das crianças e gestantes, considerados grupos de maior risco, foram vacinadas contra o sarampo e desta forma o índice de infração do artigo 129 do ECA - o da vacinação obrigatória - cresceu subitamente, motivado pela divulgação de fake sobre a vacina, tal e qual a crença de que a tríplice viral propiciava o autismo. Entretanto o que muitas vezes cai no esquecimento é que o ato de negligência do responsável pelo menor implica punições graves como a perda da guarda mediante juiz.    Como consequência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre a reincidência de doenças a muito tempo erradicas no Brasil, tais como sarampo e rubéola, em função da circulação e entrada de grupos não vacinados no pais. Em 2011 a OMS constatou que em continentes como Europa e Ásia, onde estas e outras doenças não foram completamente extinguidas, oferecem risco ao quadro de saúde brasileiro em adição, neste mesmo ano o estado de São Paulo registrou 26 casos de imigrantes enfermos reforçando os perigos do convívio com grupos não vacinados.

Em suma, medidas para informar e conscientizar a população como um todo sobre os benefícios da vacinação e alertar para informações não verificadas que atribuam malefícios do uso das vacinas bem como garantir o cumprimento do artigo 129 do ECA e a vacinação de grupos não imunizados são imprescindíveis. Assim sendo, cabe ao governo federal juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) implantar leis que exijam a caderneta de vacinação em dia para que a matrícula da criança seja validada na escola e no caso dos adultos numa faculdade ou curso profissionalizante além disso, o governo brasileiro em concernimento com o MEC e o Sistema único de Saúde deve produzir e financiar campanhas claras e objetivas sobre a importância da vacinação e desmentir e elucidar os movimentos antivacina que serão divulgadas em escolas, na televisão e mídias sociais, e só então a população brasileira deixará no passado tanto a ignorância quanto as doenças sitadas.