Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 23/10/2019

Em 1904, o médico Oswaldo Cruz dava início a vacinação contra a varíola, entretanto a população ceticista rejeitava a aplicação da vacina dando assim abertura ao manifesto “revolta da vacina”. Tal episodio histórico, alinha-se com o atual cenário brasileiro, em que a população opõem-se a imunização, ocasionando a reemergência de doenças já erradicada. Ora, uma problemática irrigada pela passividade do meio midiático e, por extensão a resistência da coletividade.

Nessa atmosfera de inércia, o primeiro viés aponta para o discurso midiático que apresenta desmazelo na propagação de informação sobre a questão. Como já proclamava o sociólogo francês Edgar Morin “A forma hoje como produzimos conhecimento produz também a ignorância”, essa tese relaciona-se com o déficit informacional da mídia, que corrobora para a insipiência do cidadão no que se refere aos riscos de não se vacinar. Assim, se imprensa não instruir cautela o efeito paira no compromisso social.

Outrossim, sinaliza o antagonismo da população no tocante a esta temática. Conforme o site “BBC News” desde de 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo, muito por conta de pais que se recusa a vacinar seus filhos. Nesse ângulo, o dado evidência a falta de compreensão dos cidadãos sobre a importância da imunização ocasionada por uma mentalidade de proteção ilusória da sociedade diante deste dilema. Dessa forma, se não há discernimento por parte da coletividade as mazelas tendem a progredir.

Infere-se, portanto, que a problemática da oposição da sociedade a vacinação seja mitigada. Logo, é notório que a mídia dê abertura ao tema, por meio de campanhas que alertem a coletividade sobre a necessidade de se vacinar, com a participação de médicos profissionais na área, a fim de provocar um maior debate sobre o assunto. Outro agente é o Ministério da Saúde que deve investir em palestras, por intermédio das secretarias municipais de saúde e de escolas com especialistas na área para amenizar cetiscismo do publico, afim de minimizar a mazela. Deste modo, a rejeição a imunização ficara apenas em 1904.