Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 24/10/2019

Nas primeiras décadas do século XX, o médico Oswaldo Cruz buscou erradicar, por meio de vacinas, as graves epidemias que assolavam a sociedade brasileira. Apesar de, a princípio, a proposta sofre grande resistência, sua eficácia foi comprovada e as pessoas começaram a procurar voluntariamente os postos de saúde. Entretanto, hodiernamente, mesmo com ampla disponibilidade de informações, a imunização obrigatória ascende como necessária, visto sua importância e a intensificação de movimentos contrários.

Em primeiro plano, a vacinação tem grande importância salutar, já que induz, de forma preventiva, a produção de anticorpos em indivíduos saudáveis. Nesse contexto, vale ressaltar que, em consonância com a Constituição Federal Brasileira, é direito do cidadão e dever do Estado a garantia da saúde pública. Dessa forma, caso o governo não assegure que a população seja vacinada, deixará de cumprir seu papel e colaborará com o aumento de doenças virais, as quais lhe exigirão maiores investimentos e esforços do que se optasse pela prevenção.

Outrossim, há cada vez mais pessoas contrárias às vacinas. A esse respeito, é valido afirmar que tal posicionamento poderia ser justificado pela teoria de Jean-Paul Sartre, a qual afirma  que as pessoas são livres para realizar escolhas e responsáveis por suas respectivas consequências individuais. Entretanto, ao não protegerem, os sujeitos afetam toda a sociedade, visto que, vulneráveis aos vírus, atuam como propagadores de agentes patológicos, além de colaborarem com a reascensão de doenças já erradicadas, como o Sarampo. Assim, não é razoável que pretensões individuais, como a supracitada, sobreponham interesses coletivos.

Portanto, é indispensável que a imunização seja obrigatória no país. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve, por meio de um Plano Nacional de Imunização, o qual trace metas em torno da ampliação da infraestrutura voltada a vacinação, garantir que cada vez mais pessoas estejam protegidas a fim de evitar que as doenças sejam propagadas. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas, conscientizar os alunos e a comunidade externa, por meio de projetos em que os discentes distribuam panfletos sobre o tema para a sociedade, a fim de mitigar a desinformação sobre as vacinas. Com tais medidas, esse problema secular será, gradativamente, solucionado.