Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 29/10/2019

Por falta de acesso à informação e até mesmo de uma campanha de conscientização elaborada pelas autoridades vigentes da época, muitos cariocas, no ano de 1904, se revoltaram, no que ficou conhecido como Revolta da Vacina, contra a vacinação obrigatória. Nos dias atuais, constata-se que a situação não é muito diferente, visto os números crescentes de pessoas nos grupos antivacinas, que  se deixam levar pela desinformação e não reconhecem a importância da vacina. Entre elas destaca-se a prevenção de doenças que a população pode ser protegida por meio dessa e evitar epidemias.

Em primeira análise, a imunização da população pode evitar a contração de diversas doenças como a caxumba, a gripe, a rubéola, entre outras. Uma das principais queixas dos movimentos antivacinas é a relação entre a vacina tríplice viral - que age contra o sarampo, caxumba e rubéola - e o aumento no número de crianças com autismo estabelecida pela revista Lancet em 1998. Todavia, essa informação foi desmentida pela própria revista tempos depois.

Ademais, como consequência da falta de vacinação, logo surgem as epidemias que podem ser muito nocivas para a população. Um exemplo disso é o que aconteceu na Idade Média, a peste negra, que matou cerca de 25 milhões de pessoas. Não distante disso, no Brasil, doenças que haviam sido erradicadas, como o sarampo, voltaram a reincidir, causando um surto epidêmico.

Embasado nisso, é imprescindível que a população seja conscientizada sobre a importância da vacina e que as pessoas se vacinem. O Ministério da Saúde deve promover uma campanha de conscientização em parceria com os agentes de saúde das Unidades Básicas de Saúde das cidades brasileiras. Por meio da visita desses agentes de casa em casa e do diálogo deles com a população sobre a importância da vacinação. Tal medida, ajudaria a amenizar a situação e combater a falta de informação.