Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 30/10/2019

A falta da divulgação da natureza da vacina e seus benefícios em conjunto com a Lei de vacinação obrigatória, causou a “Revolta da vacina”,  no início do século XX, no Rio de Janeiro. Infelizmente, no contexto atual, esse cenário se repete com o crescimento de movimentos antivacina no Brasil. Assim, urge a necessidade de coordenar esforços entre a esfera pública e social no intuito de atenuar tal mazela e permanecer a lei de vacinação obrigatória.

Deve-se pontuar, de início, que há uma negligência do Estado quanto à implementação, à garantia e propagação de políticas públicas voltadas para esse setor. Logo, contraria o artigo 196, da Constituição de 1988, na qual infere que a saúde é direito de todos e dever do Estado garantir mediante políticas sociais e econômicas a redução de risco de doença e seus agravos. Nesse sentido, o governo não informa a população devidamente sobre essa questão, em consequência, há o risco de epidemia e o surgimento de doenças que antes eram erradicadas. Então, a vacina obrigatória é fundamental para evitar riscos à saúde populacional, tendo em vista que os pais que não vacinam seus filhos os privam do direito á saúde devido a desinformações.

Ademais, o movimento antivacina cresceu através do surgimento da internet. Posto que, é frequente recomendações do youtube que abordem sobre os perigos da vacina e fomentam os pais a não vacinarem os seus filhos, com alegações profundamente mal esclarecidas o que gera, portanto, confusão e medo. Nessa conjuntura, o sociólogo Zygmunt Bauman, alega que decorrente da globalização, o sentimento que predomina na sociedade contemporânea é o medo e insegurança. Dessa forma, os internautas, de modo geral, são enganados pelo denominado “hoax” que são farsas da internet, por isso, precisa-se de filtros de notícias e fontes confiáveis para desmascarar esses boatos.

Por conseguinte, é imprescindível que as instituições responsáveis minimizem os movimentos antivacina. Em vista disso, o Ministério da saúde de investir de forma criativa e inovadora em campanhas que informe o público de todas as idades através dos meios de comunicação em massa, com especialistas na área científica, como o youtuber divulgador científico Pirula, que esclareça e desmistifique os boatos sobre a vacina. Para que, finalmente, o corpo social possa tomar novas atitudes frente a questão e não repetir o que aconteceu no passado.