Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 31/10/2019
A Constituição Federal de 1988 assegura a saúde pública (exames, cirurgias, vacinas, etc.) como direito inerente a todo brasileiro. Todavia, parte da população ainda questiona se essa garantia não é uma forma de maquiar algo imposto como dever. Esse problema, cujas causas relacionam-se, sobretudo, com o desconhecimento sobre os reais efeitos da vacinação e a desconfiança com os governantes, acarreta consequências como a lenta erradicação de enfermidades e vulnerabilidade de crianças e adolescentes.
Sob esse prisma, cabe citar a Revolta da Vacina ocorrida no contexto de República Velha como exemplo do receio com os governantes, uma vez que a recusa em ser vacinado existe há décadas, seja pela população carente que sente-se pressionada a injetar em seu corpo algo que desconhece, seja pelos antivacinas graduados. Além disso, a falta de políticas públicas que repassem para a sociedade com um linguajar simples a procedência e os efeitos das vacinas nutrem a problemática.
Em decorrência disso, doenças como sarampo, tétano e caxumba não são erradicadas do planeta e perpetuam realidades alarmantes, como os surtos na República Democrática do Congo - África (região com maiores descasos com a saúde pública). Ademais, crianças são colocadas em risco pelos responsáveis, na medida que esses desobedecem recomendações médicas, situação que tende a piorar se nada for feito.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar a situação atual da vacina no Brasil como preconiza a constituição. Nesse sentido, o Ministério da Saúde em parceria com o MEC deve promover nas escolas, para alunos do ensino fundamental e médio, palestras e apresentações artísticas ministradas por agentes de saúde municipais que abordem a evolução e os benefícios que as vacinas proporcionam à saúde pública. Com isso, esses conhecimentos serão levados às comunidades pelos alunos e a vacinação se espalhará como vírus.