Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 12/01/2020

Desde a revolta da vacina no Brasil, no início do século XX, o nível de desconfiança do brasileiro parece não ter diminuído. Contudo, acima dos direitos individuais está o direito social a saúde. Esse direito é afetado quando, por exemplo, pais não vacinam seus filhos. Contudo situações de corrupção humana e má qualidade das vacinas propiciam argumentos aos anti-vacinas.

Primeiramente, é inegável que a longevidade aumenta anualmente, sendo a causa primordial o avanço científico-tecnológico na área da saúde. Nesse avanço destacam-se o surgimento de cura das mais variadas doenças através da prevenção pela vacinação. Não por menos o direito a saúde esteja previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na CRFB/88. Direito este, que se constitui em dever dos pais com seus filhos, que têm por obrigação vacinarem suas crianças, sendo a negativa ou inércia considerada ato de negligência e passível de perda do poder familiar. Com isso, não podemos confundir o direito de dispor da própria saúde, protegido pelo princípio da alteridade do direito pátrio, com as ações de pais negligentes que poderão com suas ações provocarem o ressurgimento de doenças até então erradicadas em nosso país.

Em segundo lugar, é inegável a diferença da qualidade entre vacinas gratuitas e as compradas, a exemplo a pentavalente (fornecida pelo SUS, desenvolvida com o vírus enfraquecido, que causa reações) e a hexavalente (encontrada em clinicas particulares, feita com o vírus morto, e que não causa efeitos colaterais, além de abranger mais doenças). Também a vinculação de pesquisas de médicos e cientistas a grandes laboratórios fabricantes de remédios, aumentam a desconfiança da população e estimulam grupos contrários a vacinação obrigatória.

Deste modo, como forma de aumentar a credibilidade dos efeitos benéficos da vacinação, o Ministério da Saúde deveria, além de oferecer vacinas com o mesmo padrão de qualidade de clinicas particulares, promover campanhas publicitárias na mídia nacional e em redes sociais com o depoimento de médicos e cientistas autônomos de notoriedade e reconhecimento em todo o território brasileiro, atestando os benefícios da vacinação. Isso faria com que os cidadãos mudassem de visão com relação as vacinas.