Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 22/01/2020
Em 1904, a imposição do governo tornando obrigatória a vacinação, o autoritarismo somado ao desconhecimento da população e o grande número de mortos pela varíola deu origem ao que ficou conhecido como a Revolta da Vacina. Infelizmente, mesmo após um século a sociedade ainda está mal informada. Logo, força-los injetarem um líquido estranho, só causaria uma nova revolta da população.
Deve-se pontuar, antes de tudo, que o movimento antivacina ganha força, devido ao baixo grau de instrução sobre a composição e seus efeitos. Segundo o epidemiologista, Oswaldo Cruz, o caminho para combater as doenças é por meio da medicina preventiva. Entretanto, é comum ver hospitais lotados por pacientes querendo a cura, enquanto postos de vacinação ficam cada vez mais vazio de quem busca prevenção.
Como resultado, os grupos que recusam a vacinação põe em rico a vida de outros, com o retorno de doenças já erradicadas. De acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado promover a saúde pública e isso não se limita apenas a fornecer as vacinas, mas também proporcionar meios para que a população busque os postos. Isto posto, entende-se que apesar das consequências adversas, a vacina faz mais bem do que mal, conforme afirma o médico Drauzio Varella.
Depreende-se, portanto, que apenas uma determinação que obriguem o indivíduo só irá gerar mais desconforto e conflitos. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde em parceria em parceria com a Mídia, por meio de comerciais informativos com especialistas, desmistifiquem os mitos e forneçam informações sobre o processo de produção das vacinas e os efeitos colaterais com o intuito de esclarecer os boatos espalhados. Somente assim, será possível que mesmo a vacinação sendo opcional, a população poderá usufruir de seu direito fundamental com confiança.