Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 20/03/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, houve uma queda na adesão a vacina no Brasil, contribuindo para surtos de doenças já erradicadas, como o Sarampo e a Poliomielite, tornando-se um problema de saúde pública na sociedade brasileira. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de conhecimento e a negligência de alguns pais influenciam na problemática em questão.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a vacinação é uma das maiores conquistas da humanidade, sendo o meio mais seguro e eficaz  de prevenir doenças infectocontagiosas. Há uma percepção equivocada de que algumas vacinas já não são mais necessárias, muitas vezes por falta de conhecimento a respeito da gravidade das doenças consideradas erradicadas. Consoante o filósofo alemão Immanuel kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Em virtude disso, tais fatores comprometem o sucesso da imunização no país.

Outrossim, atrelado a essa questão, estão os casos de negligência dos pais quanto a vacinação de seus filhos. Isso ocorre, muitas vezes, devido ao medo das reações adversas, horário do funcionamento dos postos de saúde, além da percepção do risco da doença. Segundo o filósofo chinês Confucio, não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador. Nesse viés, percebe-se que a cobertura vacinal será afetada e consequentemente haverá aumento nos índices de doenças já erradicadas.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de investimentos, deve promover palestras educativas com profissionais especializados a respeito das doenças e seus riscos, a fim de evitar surtos de doenças já erradicadas. Ademais, cabe a mídia, por meio de seu poder persuasivo, fortalecer campanhas de vacinação, aumentando o estímulo e a cobertura vacinal. Dessa forma, esse direito universal será garantido a esses cidadãos.