Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 27/08/2020

O movimento anti vacina ganhou força nos Estados Unidos e na Europa em 1998 e desde então preocupa até hoje especialistas da área da saúde. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que houve uma grande recusa de vacinas contra as doenças HIV e Ebola. Com esse pensamento o Brasil, que antes considerado um país livre do sarampo. Naquele ano, os casos que eram considerados extintos desde 2016, tiveram 10.326 em 11 estados do país.

A vacina é feita de vírus enfraquecidos, mortos ou até mesmo em pedaços, que ao entrar em contato com o nosso corpo, cria uma memória imunológica e ao tentar penetrar no nosso sistema, logo é barrado, pois ali já foi desenvolvido uma proteção para aquela doença. Mesmo desenvolvendo memória imunológica, há vírus que são altamente mutáveis e com o passar do tempo se tornam cada vez mais perigosos como por exemplo o da gripe, que todos os anos há campanha de vacinação para que toda comunidade possa se proteger.

Pessoas as quais nunca foram vacinadas estão extremamente expostas aos vírus causadores de doenças, como a Varíola que no século XX matou cerca de 300 a 500 milhões de pessoas ao redor do mundo, além de colocar a saúde em risco a vida daqueles que também optaram por não se vacinar para a prevenção deste ou qualquer outro vírus.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que a vacina da gripe é a maior fraude na história da medicina, e cerca de 1 a cada 10 pais estadunidenses, não vacinam seus filhos ou não respeitam o calendário de vacinação americano. Apesar da declaração do presidente, não vacinar as crianças é considerado crime, podendo até perder a guarda do menor, o que aconteceu em 2017 com Rebecca Bredow, que se recusou a vacinar seu filho de 9 anos e foi processada pelo pai que exigia o direito que a criança tinha de se vacinar. Bredow declarou que “prefiro ficar atrás das grades defendendo o que acredito, do que aceitar algo que não acredito.”

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil a taxa de mortalidade infantil decaiu entre os anos de 2000 a 2016 por conta da vacinação. Hoje, cerca de 96% das vacinas são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que ao longo do ano, conforme o calendário infantil de vacinação, disponibiliza 12 vacinas que combate mais de 20 doenças, como elas hepatite B, poliomielite, febre amarela, rubéola, sarampo, caxumba, tétano, varicela, entre outras. Ao escolher que seu filho não será vacinado, você coloca em risco a sua própria vida e daqueles que o ama, a vacinação é totalmente gratuita pelo SUS e é pensado em prol da sociedade. Por isso a OMS deve continuar incentivando a vacinação para que todos nós possamos estar protegido dessas doenças.