Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 29/08/2020
Em 1904, na recém proclamada republica, a Revolta da Vacina toma forma, tal movimento é provocado pela Reforma Sanitarista do governo brasileiro, que tornou obrigatória a vacinação contra varíola, principalmente das camadas mais pobres da sociedade. A principal questão dessa campanha foi a forma autoritária e a indisposição do governo em prestar informações sobre a necessidade da vacinação na época. Nesse contexto é possível observar como o fornecimento de informações claras para população é importante, principalmente se envolve o bem-estar dos cidadãos. Mesmo hoje, existem movimentos antivacina no Brasil, que acabam sendo um risco para população, pois de acordo com o Ministério da Saúde somente a imunização em grupo, que seria 95% dele, pode realmente proteger a população.
Deve-se pontuar, de início, que algumas doenças já controladas, como o sarampo, tiveram uma alta de 18% entre 2019 e 2020, e a partir disso podemos identificar que as chamadas “fake news” tem uma colaboração nesse dado preocupante, pois elas estão causando receio na população quanto a vacinação, o que consequentemente atrapalham a imunização em massa, e finalmente dificultam o controle de doenças.
Em segunda análise, pode-se apontar que a obrigatoriedade da vacinação se da principalmente para que a sociedade esteja segura, não se trata somente da proteção de cada indivíduo, mas sim de toda a população, que necessita de uma imunização em grupo, como já citado, além disso o ressurgimento de doenças pode se dar pela grande entrada e saída de estrangeiros no Brasil, e portanto mesmo com a doença erradicada no país, outros ainda podem tê-la ativa em seu território, desse modo a vacinação periódica ainda precisa existir.
Diante do exposto, fica claro que a vacinação obrigatória se dá muito além das necessidades de somente um indivíduo, mas para que toda a sociedade possa manter a imunização em dia e as doenças controladas. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde se empenhar no processo de informações mais claras, que como já visto, são necessárias para que a população compreenda e por consequência colabore com as campanhas de vacinação, e com muita veemência, juntamente com o Ministério da Justiça, controle o repasse desenfreado das “fake news” que já causaram confusão preocupante na população.