Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 31/08/2020

Diante das inúmeras situações vivenciadas pela sociedade hodierna, cumpre ressaltar os transtornos que envolvem a vacinação, uma vez que ocorre historicamente a negligência de muitos indivíduos devido, principalmente, à falta de informação acerca da importância desse tipo de imunização. Para tanto, urgem atos mais enérgicos da sociedade civil em concomitância com o Poder Público, visando amortizar esse imbróglio da realidade brasileira.

Nessa perspectiva, é fulcral destacar que problemas relacionados com a vacinação são recorrentes desde o século XIX, tal cenário foi evidenciado, em 1904,com a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, em função da recusa da imunização, apesar de ser um dever do cidadão.Essa situação ainda ocorre e pode ser constatada ao final de campanhas de vacinação, pois costumeiramente o índice de adeptos fica abaixo do esperado pelos órgãos públicos responsáveis e,consequentemente, muitos indivíduos  ficam vulneráveis não só as doenças que poderiam ser evitadas pela vacina,mas também as consequências,muitas vezes,irreversíveis,tornando fundamental a obrigatoriedade desse tipo de prevenção.Logo,é essencial que ocorra conscientização da sociedade acerca da importância desse ato.

Ainda nessa mesma perspectiva, é mister analisar que a falta de informação dos indivíduos  é ocasionada pelo precário sistema de ensino, o que corrobora com os baixos índices de vacinação. Nesse sentido, apesar da Constituição Federal assegurar como direito inalienável aos brasileiros à educação e à saúde, na prática, isso não ocorre efetivamente. Sendo esse percalço discutido pelo jornalista brasileiro, Gilberto Dimenstain, em sua obra ‘ O cidadão de papel’, a medida em que cita diversas situações em que mesmo existindo prerrogativa jurídica, as leis não saem do ‘papel’, ficando apenas na teoria. Ademais, é possível estabelecer um paralelo entre o ensino ineficaz com o escasso conhecimento acerca dos deveres dos indivíduos, como a vacinação.Dessa forma, é crucial que sejam promovidos meios para sanar esse infortúnio e tornar os cidadãos cientes de suas obrigações.

Portanto, é perceptível a necessidade de atos mais enfáticos em prol da valorização da vacinação. Para isso, faz-se fundamental que o Poder Publico, por meio da Pasta da Educação e da Saúde, promova periódicas campanhas em redes sociais de amplo alcance, bem como mesas-redondas  em instituições educacionais, sendo ministradas por profissionais qualificados, tendo como público-alvo os estudantes e suas famílias. Tal ação tem o fito de esclarecer acerca da importância da vacinação para o pleno desenvolvimento do ser humano, assim como demostrar os direitos e deveres dos cidadãos. Apenas assim, poder-se-á consolidar uma realidade em que falta de vacinação perca protagonismo e os deveres e direitos dos cidadãos sejam assegurados, de fato, e saiam do ‘papel’.