Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 10/12/2020

A primeira vacina de que se tem registro foi criada no século XVIII. Desde então, é um dos meios mais eficazes no combate a doenças. Hoje, entretanto, diversos grupos são contra essa prática, o que coloca a saúde pública em risco. Então, percebe-se as causas e consequências desse comportamento, a fim de encontrar uma alternativa.

Em primeira análise, observam-se as motivações dessa atitude. Em 1998, foi publicado um artigo na revista Lancet que afirmava que vacinas causavam autismo. Embora ter sido desmentida posteriormente, essa informação gerou temor e pânico que ainda perdura. Sob essa perspectiva, houve também o aumento das notícias falsas sobre o tema, além de uma visão religiosa ultraconservadora que afirma ligações do procedimento com o diabo, o que conjuntamente aumenta o sentimento de alarme na população.

Em segunda análise, consideram-se as consequências da ausência de vacinação. Sobretudo, ela fere a imunização coletiva e prejudica as pessoas que são verdadeiramente alérgicas ao fármaco, as quais ficam vulneráveis a diversas infecções. Além disso, ocorre a volta de doenças que já haviam sido erradicadas, como o sarampo, que teve surtos em dois Estados brasileiros em 2018.

Em suma, constata-se a soberana importância da vacinação como garantia da saúde pública e universal. Logo, é dever do Ministério da Saúde, responsável pelos hospitais, postos e clínicas do país, assegurar a aplicação do medicamento a todos. Isso deve ser feito por meio de campanhas para a conscientização, de uma intensa fiscalização e da exigência do atestado de aplicação para o ingresso em escolas e serviços públicos, a fim de certificar a segurança e o bem-estar da sociedade.