Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 26/11/2020

A Revolta da Vacina, ocorreu durante o período da República Velha, tendo entre seus motivos, o desconhecimento populacional sobre a importância da vacinação. Consoante, o cenário atual brasileiro apresenta desafios relacionados à aplicação da vacina, comprometendo as relações sociais. Tal problemática é fruto não só da negligência governamental, mas também por ordem social. Diante disso, medidas são necessárias para conter o avanço do impasse.

Precipuamente, é fulcral pontuar o descaso estatal diante da atual crise de vacinação como promotor do problema. Apesar da saúde ser um direito garantido constitucionalmente, é perceptível a falha do Estado, em não priorizar e investir em campanhas de vacinação, rompendo com a teoria de São Tomás de Aquino, filósofo na qual defendia que os civis devem ser auxiliados pelo governo vigente. Desse modo, tal negligência contribui com o aumento da disseminação de patologias, corroborando com a situação precária do sistema de saúde pública.

Outrossim, é válido salientar a falta de informação social como fator que dificulta o controle das doenças, uma vez que, muitos indivíduos, por não conhecerem os riscos que a não imunização acarreta, e por acreditarem na proliferação das notícias falsas alegando sobre os efeitos colaterais que a vacina possui, acabam negligenciando essa prevenção, colocando a vida de toda população em risco. Nessa lógica, o movimento antivacina deve ser extinto da sociedade, promovendo uma vida próspera e saudável aos cidadãos.

Portanto, faz-se mister medidas para regredir o impasse. Dessarte, com o fito de aumentar o número de vacinação no país, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, seja revertido na promoção de novas campanhas de vacinação, não só por comerciais, mas também por panfletos e propagandas, dando ênfase nas regiões marginalizadas da nação, onde o acesso às informações são limitadas. Somente assim, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo do problema, e a população alcançará plenitude.