Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 05/11/2020
Rubéola, caxumba e poliomielite são exemplos de doenças infecciosas que já deviam ter sido erradicadas, mas que voltaram a assombrar o mundo nos últimos anos. Perante tal fato, fica a pergunta: A vacinação contra doenças infecciosas deve ser obrigatória? Neste sentido, vale destacar que parte da sociedade, acredita que não, pois, segundo estes, os efeitos colaterais causados pelas vacinas são pouco conhecidos e divulgados. No entanto, para outra parcela dos cidadãos, a imunização preventiva deve ser obrigatória, pois é o meio mais eficaz de se garantir a erradicação de uma série de enfermidades. Dessa forma, resta evidente que é preciso que o Governo Federal realize campanhas informativas, a fim de esclarecer todos os pontos que dizem respeito a uma vacina.
Inicialmente, urge repisar que os antivacinas defendem, com veemência, a ideia de que a vacinação jamais deve ser obrigatória. Isto porque, eles acreditam que as vacinas podem trazer muito mais malefícios e efeitos colaterais negativos do que benefícios. Neste diapasão, cumpre ressaltar que os negacionistas científicos, de forma equivocada, se apegam a fatos isolados, para justificar tal pensamento. Como o caso da vacina contra o rotavírus (Rotashield), cuja aplicação teve que ser suspensa, em 1999, pois causava um tipo de obstrução intestinal. Por fim, fica claro que esta parcela da população desconsidera as diversas campanhas de vacinação que tiveram completo sucesso e, por conseguinte, atingiram, em diversos países, altos índices de imunização ou até mesmo erradicação de enfermidades infecciosas como o sarampo e a difteria.
Ocorre que, parte da sociedade acredita que as campanhas de vacinação devem ser obrigatórias, uma vez que confia que a vacina é a forma de imunização preventiva mais eficaz e segura, pois seu processo de produção é um dos mais rígidos da ciência global e porque tal método produz células de memória imunológica e, portanto, garante uma proteção de longa duração. Neste caminho, para que tal corrente ganhe força é necessário que se sane a ignorância da população, no que tange a vacinação e seus efeitos, com o intuito de que se evite uma nova Revolta das Vacinas, como a que ocorreu em 1904, no Rio de Janeiro, graças a atuação desastrosa do sanitarista Oswaldo Cruz.
Diante do exposto, resta patente que a vacinação deve ser obrigatória, pois é uma forma, bastante eficaz, de garantia da saúde pública. Dessa maneira, fica evidente que a OMS (Organização Mundial da Saúde) e os Ministérios da Saúde de todos os países devem, imediatamente, veicular, nas mídias de grande circulação, campanhas informativas que esclareçam todos os critérios para produção de uma vacina, bem como os efeitos colaterais e benefícios causados por esta, a fim de que se garanta que doenças infecciosas já erradicadas não voltem a atormentar o mundo.