Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 02/12/2020
Na obra “Utopia” , do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, hodiernamente no Brasil, não é isso que se vê, já que o movimento antivacina tem tomado proporções alarmantes, e isso se deve não só a falta de conhecimento, mas também falta de fiscalização por parte do governo.
Em primeira análise, pode-se destacar o estudo feito em 1998 pelo médico Andrew Walkfield, que “constatava” a relação da vacina do sarampo com o autismo nas crianças. Obviamente o estudo foi desmentido logo depois, porém, infelizmente ainda é usado como argumento para a não vacinação, causando o retorno de doenças consideradas extintas no país, como o caso da poliomielite. Nesse sentido, o filósofo Immanuel Kant diz que “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, dessa forma, fica evidente que a falta de conhecimento a respeito de um assunto, pode agravar um problema.
Ademais, o Estatuto da Criança e do Adolescente diz que a vacinação é obrigatória, porém os entusiastas da antivacinação não o seguem. Nesse âmbito, segundo o sociólogo alemão Darendorf no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade, sendo assim, a vacinação está em estado de anomia no país, o que poderia ser solucionado através da fiscalização.
Infere-se, portanto, que a falta de conhecimento e a falta de fiscalização são agravantes de um problema de saúde pública. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde, entregar uma proposta de lei para a câmara dos deputados para que o tema saúde seja uma matéria obrigatória no ensino médio. Além disso, essa lei tornaria obrigatória a apresentação do cartão de vacinação para matricular os filhos nas escolas, a fim de incentiva-la. Desse modo, a coletividade um dia poderá alcançar a Utopia de More.