Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 05/12/2020

Vacinação no Século XXI - Uma geração a ser protegida

Os contemporâneos do final do século XVIII, certamente, se questionados, responderiam que prefeririam receber em seu corpo uma “porção mágica” a ter que enfrentar doenças como varíola, cuja taxa de letalidade chegava a 30%.

Contudo, incrivelmente, em pleno século XXI, onde a informação é disseminada à velocidade da luz, a realidade de ter uma população afligida por doenças já erradicadas pela vacinação não está mais em pauta para uma parte expressiva da sociedade.

Alguns fatores podem ter sido responsáveis pelo desinteresse e, até mesmo, descrédito, da população pela vacinação: formação educacional cada vez mais precária; baixa qualidade das informações disseminadas; acesso, pelas redes sociais, a notícias falsas relacionadas ao tema; complexo calendário vacinal etc.

Todavia, o resultado da não vacinação não sobrecai em quem decidiu pela não vacinação, mas em quem não fora vacinado: as crianças.

Para esse público, há leis que obrigam os pais ou responsáveis a manter em dia a carteira de vacinação. Mas leis devem se fazer cumprir. E, no Brasil, ainda são poucas as estratégias para que aqueles que são indefesos tenham acesso integral às vacinas ofertadas pela rede pública.

Desta maneira, uma saída para minimizar os crescentes números abstêmios da vacinação seria adotar, em cadeia nacional, a obrigatoriedade de apresentação da carteira vacinal atualizada para a realização de matrículas em qualquer instituição de ensino (do ensino infantil ao superior) e para o acesso a programas sociais. Tal estratégia alcançaria expressiva parte da população nacional e colocaria em xeque a crescente adesão pela não vacinação.

Aliado a isso, uma campanha publicitária governamental bem estruturada e com divulgação maciça em mídias sociais, que vise lançar luz sobre as consequências futuras da não vacinação na atual geração: uma realidade que os séculos passados sonhariam desconhecer.