Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 19/12/2020
Segundo o Artigo 5º da Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos têm o direito de possuir e expressar seus ideais filosóficos e pessoais sem a intervenção e privação por terceiros. Nesse sentido, compreende-se que cada indivíduo goza do direito de viver de acordo com o que lhe parece mais adequado, entretanto, não é o que prevalece na realidade. A importância de tal problemática deve-se à discussão sobre a obrigatoriedade, ou não, da vacinação para prevenir algumas doenças.
Primeiramente, é imperativo citar o grupo “antivacina” que surgiu após a divulgação de um artigo científico da revista Lancet, o qual associou o aumento dos casos de autismo com a vacina tríplice viral, como informa o site do médico Dráuzio Varella. Logo, infere-se que há muita desconfiança por parte de alguns grupos da sociedade e, tornar obrigatório a vacinação, contradiz a liberdade descrita no Artigo 5º da Constituição.
Outrossim, convém destacar a atual pandemia do novo coronavírus e a busca incessante por uma vacina efetiva, sendo que as já apresentadas não possuem resultados concretos. Portanto, torna-se evidente que em meio ao momento vigente, exigir a vacinação por parte dos cidadãos é desrespeitar o medo de algumas famílias. Além de que as vacinas, de modo geral, demoram décadas para serem aprimoradas e terem os resultados esperados.
Posto isso, é preciso que providências sejam tomadas a fim de assegurar a realização do Artigo 5º. Logo, cabe ao Congresso Nacional junto ao presidente Jair Bolsonaro, não tornar, por meio de leis, a vacinação obrigatória. Entretanto, deve-se manter os postos de saúde, uma vez que irão somente as pessoas que se sentirem confortáveis em aplicar a dose. Dessa maneira, a liberdade de escolha será preservada e teríamos as pessoas imunizadas.