Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 21/12/2020

Em meados de 1904, ocorreu a Revolta da Vacina na qual, as camadas populares rejeitaram a vacinação contra a Varíola por diversos fatores, principalmente por medo e desinformação. Hodiernamente, a lei da vacinação obrigatória entrou em debate novamente, dessa vez por conta do COVID-19. Entretanto, mais necessário que obrigar os sujeitos a se vacinarem, melhor seria se fossem espontaneamente, cientes que essa ação não os causaria mal algum.

À vista disso, pode-se mencionar que as discussões desse quesito baseiam-se sobretudo na liberdade individual e na saúde coletiva, ambas contidas na Constituição vigente no Brasil, as quais dividem opiniões quanto a autodeterminação dos indivíduos nesses casos. Afinal, são dois pilares importantíssimos para a comunidade.

Todavia, fazendo uso da fala do filósofo Platão: ‘‘O conhecimento forçado não pode permanecer na alma por muito tempo’’. Portanto, trazendo essa afirmação para o contexto exposto, obrigar os cidadãos a se vacinarem não solucionaria o problema da insegurança em relação a imunização, dado que apenas camuflaria a falta de informação da sociedade, impondo algo que, muita das vezes, acham que faz o efeito reverso do que proposto na imunização ativa.

Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com Ministério da Educação, elaborar uma campanha que sucederá por meio de conversações abertas a todos os públicos em que demonstrará a importância das vacinas, a forma como são feitas, que não causam males e afins. Isso, com o intuito de expor segurança e seriedade para a população nesse âmbito. Uma vez que sabedores desses conhecimentos, grande parte dos cidadãos, não precisarão serem forçados a esse ato, visto que foram ensinados e irão espontaneamente imunizar-se.