Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 04/01/2021
Atualmente, vive-se no mundo, uma grande incerteza acerca da vacinação para o combate do SARS-CoV-2 (causador da COVID-19), um vírus altamente contagioso e que só no Brasil, já vitimou quase 200 mil pessoas. Por se tratar de um vírus, é difícil encontrar um medicamento que cure ou trate a doença, sendo a possibilidade mais viável, a tentativa de erradicação por meio de imunização coletiva - a vacinação.
Em contraste ao elucidado, o Brasil e o mundo enfrentam um grave problema social, que são os movimentos antivacinas. Estes, por sua vez, alegam que as vacinas (os imunizantes) podem causar prejuízos à saúde, ao invés de benefícios; todavia, tratam-se de ideologias anticientíficas e negacionistas.
Do ponto de vista histórico, é clara e evidente a necessidade das vacinações. Uma alusão ilustrativa local ocorreu no governo de Rodrigues Alves, na República Velha, onde, na tentativa de combater o sarampo, a caxumba e a rubéola, o médico sanitarista Oswaldo Cruz junto com o Governo elaboraram um plano de imunização social obrigatória em massa, que outrora tenha gerado a Revolta da Vacina, deixou mais que explícita a funcionalidade e a eficácia da imunização.
Concomitantemente à questão imunitária, cabe destacar que algumas pessoas não podem receber a dose de algum imunizante, como pessoas portadoras de alguns tipos de câncer, patologias autoimunes e com alergia à ovo de galinha, o que fortifica a necessidade da imunização em massa, para diminuir as chances de uma pessoa imunossuprimida ser contaminada por um patógeno, diminuindo inclusive à possibilidade de falecer.
Ainda que no Brasil já existam algumas medidas legais que tentem atuar na obrigatoriedade da vacina, como a necessidade da vacinação contra a Febre Amarela para viajar para países onde a doença é endêmica, e a vacinação obrigatória para crianças e adolescentes garantida no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, ainda não necessárias inúmeras medidas governamentais para que as mesmas possam ser eficazes.
Portanto, sugere-se que haja uma intervenção do Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, trazendo o retorno da realização de campanhas de vacinação dentro das escolas, para que o maior números de crianças e/ou adolescentes sejam imunizados. Paralelamente, o Ministério do Trabalho poderia sancionar uma lei que obrigasse a apresentação de esquema vacinatório em candidatos à vagas de empregos, para que assim, a camada adulta da sociedade fosse alcançada.