Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 05/01/2021

No século XX, a imunização de doenças foi muito negligenciada pelas camadas populares, como demostra a Revolta da Vacina no Rio de Janeiro. Do mesmo modo, atualmente, os cuidados com a saúde vêm questionando a obrigatoriedade da vacinação, o que influencia na propagação de informações tendenciosas por meio de “Fake News”, resultando nos movimentos antivacinas. Além disso, esse cenário é fruto da precária educação do Brasil, haja vista que não há formação de cidadãos críticos e responsáveis pela saúde da sociedade.

Segundo o sociólogo Habermas, os meios de comunicação são fundamentais para a razão comunicativa. Analogamente, pode-se considerar a propagação de “Fake News” nas redes socias como uma forte influência na questão da vacina, visto que tais notícias alarmam os internautas com informações falsas sobre os efeitos colaterais que a medicação pode causar, por exemplo. Assim, tal contexto alimenta medo e insegurança na população, o que proporciona movimentos extremistas, como os antivacinas, e prejudica as campanhas de prevenção às doenças graves.

Ademais, Monteiro Lobato, com sua personagem Jeca Tatu, denuncia a falta de conhecimento da população sobre os cuidados necessários para cuidar da saúde. Nesse sentido, observa-se que a precária educação brasileira acarreta em maiores problemas com as patologias, uma vez que os indivíduos não aprendem hábitos de higiene e autocuidado. Somando a isso, tal conjuntura cria certa irresponsabilidade social, já que os cidadãos ficam alheios as formas de prevenção e mais propensos a espalhar doenças.

Portanto, os cuidados com a saúde, sobretudo com a obrigatoriedade da vacinação, devem ser atingidos na sociedade contemporânea. Sendo assim, cabe às instituições jornalísticas, responsáveis por informar a população, em parceria com os órgãos de ensino, desmitificar as “Fake News” e instruir a população contra a prevenção de doenças. Dessa forma, por meio de telejornais, poderiam revelar as notícias falsas e as verdadeiras acerca das vacinas, além de promoverem palestras nas escolas, afim de incentivar a imunização. Destarte, o Brasil não mais retomaria aos episódios da Revolta da Vacina.