Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 04/01/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à obrigatoriedade da vacinação no Brasil. Diante dessa perspectiva, evidencia-se a consolidação de um grave problema, em virtude do silenciamento e da falta de conhecimento.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de debate é um fator determinante para a persistência do empecilho. O teórico social Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, é notório uma lacuna no que tange ao debate em torno da necessidade de se vacinar a população, que tem sido ofuscado. Assim, sem diálogo sério e massivo acerca do tema, sua resolução é impedida.
Outrossim, a falta de conhecimento por uma parcela dos brasileiros ainda é um grande impasse para a solução da problemática. Sob esse viés, o intelectual polonês Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria a respeito da imunização ativa, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação da adversidade.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, é imprescindível que as prefeituras, em parceria com o governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanas culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras ministradas por médicos e sociólogos que orientem a questão da vacinação para os jovens e suas famílias, com embasamento científico, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.