Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 08/01/2021
O filósofo Platão idealiza dois mundos diferentes: o “Mundo das Sombras”, que é marcado pela alienação, e o “Mundo das Verdades”, que é caracterizado pela presença do saber e do conhecimento. Nessa perspectiva, nota-se que a população se encontra no primeiro mundo citado por Platão, em que pode-se associar a desinformação à não vacinação dos indivíduos. Portanto, evidencia-se o aparecimento de problemáticas como a falta de conhecimento e os movimentos antivacinas, gerando um debate sobre a obrigatoriedade da imunização, sendo uma questão social e de saúde pública.
Exordialmente, deve-se lembrar da fatídica Revolta da Vacina, em 1904, em que uma população marginalizada protestou contra uma vacinação obrigatória em função da ignorância, visto que não sabiam que o intuito da imunização era o controle de doenças. Sob o mesmo ponto de vista, muitos indivíduos, atualmente, se recusam a tomar tais medidas profiláticas devido à divulgação de informações falsas como, por exemplo, o autismo sendo um dos efeitos da vacina. Desse modo, as consequências da insipiência são os malefícios causados à população, de maneira que, doenças antes erradicadas estão ressurgindo, provocando uma preocupação à sociedade e ao Ministério da Saúde.
Em segundo lugar, é necessário citar o aumento das pessoas que aderem aos movimentos antivacinas nos últimos anos e o perigo que tal ato traz à população. De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, esse movimento, que tem como objetivo evitar a vacinação de recém-nascidos contra doenças virais, está entre uma das 10 ameaças para a saúde mundial. Nesse contexto, pode-se considerar que uma das maiores medidas da prevenção de doenças está sofrendo boicote pelas pessoas consideradas “antivacinas”. Assim, é fato que esse movimento traz à tona comorbidades já extinguidas e ocasiona uma elevação do número de mortos por tais enfermidades.
Em suma, salienta-se a importância da imunização no combate às mazelas, devendo-se, então, promover a vacinação obrigatória. Destarte, é dever do Ministério da Economia, juntamente com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, adotar medidas para diminuir a incidência de doenças e garantir a saúde e o bem-estar da população. Tais providências deveriam ser tomadas através do direcionamento de capital na Lei Orçamentária Anual (LOA), investindo-o em maiores campanhas de vacinação, aumentando o número de agentes da saúde e assegurando a imunização gratuita e à domicílio, com o intuito de prevenir e erradicar enfermidades. Dessa forma, a sociedade seria levada ao “Mundo das Verdades” e se libertaria da “caverna do desconhecimento” citada por Platão.