Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 12/01/2021
Pouco se discute acerca dos entraves que assolam o país, sobretudo, os relacionados à vacinação. Em meados do século XX, ocorreu a Revolta da Vacina, conflito popular contra a vacinação obrigatória, que tinha o objetivo de imunizar a população. Desse modo, na hodierna sociedade ainda observa-se a divergência de opiniões sobre as vacinas. Nesse sentido, a realidade brasileira tem servido de palco para a consolidação de doenças que compromete a saúde dos cidadãos. Diante disso, convém analisar como a ineficiência na distribuição de vacinas e os movimentos antivacinação contribuem para a persistência do óbice no Brasil.
Faz-se, em um viés primordial, salientar como a ineficiência na distribuição das vacinas evidência-se na prática. Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. Contudo, nota-se que parcela da camada social está desfavorecida. Nessa perspectiva, a má distribuição de vacinas em alguns lugares, como na região Norte, compromete a saúde dos habitantes e propicia a disseminação de doenças, visto que há uma dificuldade de acesso nesses territórios.
Sob um prisma secundário, também é imperioso ressaltar como o movimento antivacinação apresenta-se. De maneira análoga à metáfora criada pelo sociólogo francês Émile Durkheim, na qual ele compara a sociedade com um corpo biológico que precisa de um bom funcionamento para que haja harmonia, a falta de mecanismos para combater os movimentos antivacina atua como obstáculo para o equilíbrio social. Sendo assim,os movimentos antivacinação têm como consequência o desencadeamento de epidemias que, assim, corroborram para a volta de doenças erradicadas como o sarampo em 2019.
Mediante à otica supramencionada, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, responsável pela integridade física da população, investir na construção de postos de atendimento e distribuir vacinas nas áreas afastadas, por meio de concursos públicos contratar profisionais especializados como médicos,enfermeiros,entre outros, a fim de evitar a proliferação de doenças e garantir a saúde dos indivíduos. Além disso, é necessário que a midía realize campanhas de conscientizacão sobre a importância da vacina, com a finalidade de minimizar os movimentos de antivacinação. Somente assim, a realidade brasileira aproximar-se-á da teoria constitucional.