Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 15/01/2021

A revolta da vacina, ocorrida no século 20 na cidade do Rio de Janeiro, foi um marco na história do Brasil. Quando o Governo Federal obrigou a população a se vacinar contra a varíola, sem haver uma conversa entre ambos os lados, foi gerada uma reação que levou a 20 mortos contabilizados. No cenário atual, as “Fake News” (notícias falsas) e a falta de diálogo agravam, ainda mais, essa problemática.

De início, é notório que as notícias que chegam até as massas tem um papel de muita importância quando se trata de vacinação. O movimento antivacina cresce em grandes proporções, impulsionado sobretudo pela desinformação, e põe em risco a saúde de todos. A situação se agravou quando a revista Lancet, voltada para a saúde, publicou um artigo que associava o aumento de casos de autismo nas crianças com a vacina tríplice viral, assustando os pais que se negaram a vacinar seus filhos. Em seguida, os números de casos da Sarampo cresceram e continuaram na ativa na África e na Europa, de acordo com a OMS. Essa conjuntura não pode continuar.

Além desse fator, existe a importância do diálogo a partir dos órgãos responsáveis pela saúde pública para a conscientização acerca dos benefícios da vacinas. A constituição federal de 1988 garante que: “A saúde é um direito de todos e dever do Estado” Assim, fica explícita a obrigação do Estado em garantir saúde a todos. A população inconsciente da necessidade da vacinação pode elevar

os riscos de propagação de doenças com alto índice de contágio. A saúde precisa ser garantida.

Por esses aspectos, evidencia-se que a propagação de notícias falsas e a conversa entre órgãos públicos e população se fazem presentes nesse cenário. Sendo assim, é vital que o Governo Federal, combata as “Fake News” por intermédio de melhor análise das informações que chegam até as massas com o objetivo de garantir a segurança da saúde de todos. Além disso, é necessário que o Estado tenha um melhor diálogo com a população sobre as doenças transmissíveis e a vacinação, por meio de campanhas e palestras a fim de conscientizar o maior número possível de indivíduos sobre a importância dos cuidados com a saúde. Feito isso, o problema poderá ser devidamente combatido.