Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 06/01/2021

O incentivo à vacinação no Brasil deveria ser acompanhado por informações que visem alertar a população sobre seus benefícios e possíveis reações. Contudo, apesar do Sistema de Saúde ofertar imunizações gratuítas, muitos por não serem instruídos optam por não se vacinarem, evidenciando o prolongamento de doenças. Essa rejeição a vacinação é reforçada também pela pouca parcela de instituições escolares que combatem através do ensino os preceitos popular errôneos sobre a vacina.

Em primeiro plano, é importante compreender que a vacinação é essencial para a prevenção de doenças, e deve ser aplicada em todos para que o acesso à sáude seja equitativo e igualitário. Porém, embora a lei Orgânica do Sus n° 8080/90 garantir em seu quinto artigo a promoção, a prevenção e a recuperação da saúde, muitos por não serem alertados sobre as funções e reações advindas das vacinas, ainda estão sucetíveis à doenças que poderiam ser combatidas por meio da imunização ativa. Reflexo nefasto da pouca instrução sobre as vacinas são os dados oficiais do gorveno que afirmam que cerca de 22% da população se recusam a receberem a proteção imunológica para determinadas doenças, o que tem agravado os problemas relacionados à saúde pública.

Ademais, o modelo pegagógico arcaico também contribui para a permanência do medo relacionado às vacinas, pois ao priorizar atender uma lógica capital, descuida-se da sua função de formar indivíduos críticos e reflexivos capazes de indentificar a importância da imunização ativa para a erradiação de doenças. Dessa forma, devido a ausencia de uma educação Vanguardista, como ressalta Paulo Freire, muitas escolas não formam pessoas sob uma perspectiva integral, mas objetivam apenas inserí-los no mercado de trabalho, o que os tornam alheios e apáticos à necessidade de romper com pensamentos danosos à sociedade, a exemplo daqueles que levam a rejeição da vacina. Consequentemente, muitas patologias não são combatidas na medida em que a sociedade não é transformada através do ensino.

Portanto, a fim de oferecer a promoção e a prevenção da saúde para todos através da vacinação, é preciso que o atual Sistema único de Saúde em parceria com as escolas, elaborem projetos que objetivem orientar não somente os alunos, mas também seus familiares, para que a propagação das informações relacionadas à vacinação sejam ampliadas. Essa ação deve ser efetivada através de estratégias psicopedagógicas que evitem a potencialização de uma educação conteudista, pois torna os alunos pouco preparados para romper com comportamentos sociais danosos. Para isso, é preciso realizar atividades lúdicas como oficinas e teatros que prendem a atenção dos indivíduos e proporcionam vivências diversificadas, com o objetivo de orientá-los sobre as funções biológicas e sociais que beneficiam a todos. Assim, será possivel contribuir para combater doenças no Brasil.