Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 06/01/2021

Em 1904 a população do Rio de Janeiro, que vivia em condições insalubres e assim, ideais para a proliferação de doenças, foi alvo das medidas sanitaristas de Oswaldo Cruz, que precisou da ajuda do Exército para conseguir vacinar a população. Assim, foi instaurada a Revolta da Vacina, em suma por que o Governo adotou uma medida profilática desconhecida entre a sociedade, gerando medo e desconfiança, que os levou a lutar contra. Atualmente, as vacinas continuam essenciais para a saúde pública, mas por causa de grupos antivacina que espalham fake news e terror, muitos brasileiros tem deixado de levar seus filhos nos postos e clínicas por medo de efeitos colaterais, influenciados pelas teorias conspiracionistas. Por isso, é necessário levantar o debate novamente sobre os benefícios da vacinação e a respeito das doenças antes erradicas que em virtude da nova relutância têm voltado.

Diferentemente do século XX, há muito acesso à informação e um histórico de campanhas de vacinação muito fortes, incluindo as figuras já tradicionais do Brasil como o Zé Gotinha, símbolo da vacinação infantil. Entretanto, ainda há uma enorme parcela populacional que age negacionistamente e espalha fake news na Internet, corrompendo o que deveria ser um espaço seguro para buscar informação. Dessa forma, grupos antivacina e seus apoiadores podem ser fatores importantes no processo de obrigatoriedade da medida, uma vez que eles tem feito milhares de brasileiros se recusarem a adotar tais metódos profiláticos. De acordo com a Veja, 25% da população são tem intenção de tomar a tão esperada vacina contra a Covid 19, reflexo da gravidade desses movimentos.

O povo brasileiro é muito privilegiado por, diferentemente de tantos outros países, ter acesso a um  Sistema Único de Saúde que oferece tantos serviços, incluindo a vacinação. Apesar disso, foi divulgado pelo Ministério da Saúde que nos últimos anos a procura por ela tem sofrido baixas de quase 29%, o que por consequência trouxe doenças como Poliomelite, Rubéula e Sarampo, antes erradicadas, de volta. George Santayana disse que, “aquele que não conhece o passado está condenado a repeti-lo” , e a necessidade de obrigatoriedade da vacina, necessária por causa desses casos que tendem a aumentar e a revolta da população contra ela, é uma prova de que falta informação sobre o assunto.

Portanto, de acordo com os argumento supracitados, a obragatoriedade das vacinas se mostra importante para acabar com a vunerabilidade e com a falta de imunização do povo. Então, cabe ao Ministério da Saúde realizar palestras, sejam online para abranger maior público ou sejam nas escolas, através de profissionais capacitados da área, com o intuito de findar a desinformação que leva a relutância contra as vacinas. Deste modo, os movimentos antivacina e negacionistas anticiência perderam sua razão e sua voz, e o Brasil saberá da excelência da vacinação.