Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 06/01/2021

A Constituição Federal de 1998, documento jurídico mais importante dos país, prevê, em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente à todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reveberado com ênfase na prática, quando se observa que boa parte da populacão enxerga a obrigatoriedade da vacinação como um problema, dificultando, desse modo, a universialização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que conscientizem a população de que a obrigatoriedade da vacinação é indispensável para a convivência em sociedade e, principalmente, para ponderar os cuidados com a saúde de cada indivíduo. Nesse sentido, pode-se perceber que esse problema vem permeando entre a sociedade e culminando numa série de problemas, a exemplo do movimento nomidado por “Os Anti-vacina”, citado por Juliana Corte em um de seus artigos no site do Dr. Drauzio Varella, onde algumas pessoas uniram-se para lutar contra as aplicacações das vacinas. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contrato-social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que cidadãos desfrutem, por completo, de direitos indispensáveis, como a saúde, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a irracionalidade da população com relação as medidas preventivas de cada doença. De acordo com dados compilados pelo Instituto Paraná Pesquisas, que ouviu 2,2 mil brasileiros de 208 municípios diferentes, 52% dos brasileiros são contra a vacinação obrigatória. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescidível que o Ministério da Saúde atue lado à lado do SUS (Sistema Único de Saúde) e do Governo de cada Estado, implementando campanhas de conscientização da sociedade para uma melhor aceitação da sociedade com relação á vacina, dessa forma, estará abrindo caminhos para que doenças sejam erradicadas, garantindo uma imunização uniforme. Podendo, também, tornar o cartão de vacina em dia em um documento obrigatório para qualquer tipo de inscrição, matrícula, currículo, entre outros, de modo a garantir que a vacinação seja sim, obrigatória e aceitada.