Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 07/01/2021
Quando falamos em vacinação obrigatória é comum que voltemos ao passado e resgatemos um momento muito conturbado na história do Brasil, que foi a Revolta da Vacina, esta que se iniciou quando o então presidente Rodrigues Alves declarou que a vacinação contra o vírus Influenza seria compusória para todos, causando uma revolta nacional. Porém nesta época eram escassas as informações sobre a eficácia e o modo de produção e funcionamento do imunizante, também eram comuns as circulações de notícias falsas, que geravam mais temor nas pessoas.
Quase 120 anos depois desses acontecimentos vivemos em mundo globalizado e com acesso a informações a qualquer momento, ainda enfrentamos a resistência de alguns grupos negacionistas que não creem na eficácia das vacinas e assim colocam em risco a vida de outras pessoas que por motivos de saúde, como alergia a componentes, não podem receber a vacina e dependem da chamada “imunidade de rebanho”, que acontece quando uma grande parcela da população se encontra imune e a transmissão é muito baixa.
Também é importante ressaltarmos que para a aprovação de um imunizante processos de estudos e desenvolvimento são colocados em práticas e logo após temos um rígido processo de testes que devem sugerir uma eficácia de 50% ou mais para a sua aprovação.
Com os fatos que foram apresentados podemos aferir que é importante que a vacina seja obrigatória mas não compusória, como decidiu o Supremo Tribunal Federal sobre a vacinação contra o novo Coronavírus. Portanto o governo federal deve junto com o ministério das comunicações e o da saúde promover campanhas de informações sobre o processo científico e seguro de aprovação do imunizante e deve-se combater a desinformações e notícias falsas punindo seus emissores, como disse a ministra do STF, Cármen Lúcia, “Quem por direito não é senhor do seu dizer, não se pode dizer senhor de qualquer direito”.