Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 10/01/2021

De acordo com a legislação promulgada em 1975, que instiuiu o Programa Nacional de Imunizações (PNI), o ato de vacinação é um dever civil. No entanto, atualmente, é fato consensual a discordância polêmica quanto a obrigatoriedade da vacina no Brasil. Isso acontece, principalmente, devido a desconfiança de uma parcela da população quanto a efetividade e segurança dos procedimentos imunológicos — incertezas provenientes de um escasso acesso a informações verídicas no quesito cuidados com a própria saúde.                                                                                                                         Convém ressaltar, a princípio, o quão alarmante e problemático é a hesitação em optar pela prevenção de possíveis doenças. De acordo com pesquisa divulgada pelo G1, o Brasil chegou a marca de 200 mil mortos por Covid-19 com média móvel de 741 óbitos por dia. Em parte, isso decorre da má gestão do governo quanto a seriedade em relação ao vírus, por outro lado, há irresponsabilidade das pessoas em obdecer as normas estabelecidas de isolamento social. Visto que em outros países, como a Austrália, por exemplo, cuja organização entre Estado e cidadãos se iniciou desde cedo e foram plenamente respeitadas, houve redução dos casos e até mesmo contenção da pandemia. Nesse sentido, a estranheza em aderir e se adequar às novas necessidades, custam a destruição irremediável de milhares de vidas.                                                                                                                                        Ademais, alinhado à alta exposição a discursos ditos antivacina, existe uma profunda ignorância quanto a eficácia da imunização. Hoje, vacinar é uma obrigação prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e mesmo adultos estão sujeitos a sanções. No entanto, vêm aumentando a porcentagem de pais que negam esse direito aos próprios filhos e a si mesmos, já que são induzidos por frequentes mensagens tendenciosas que negam evidências científicas. Dentro desse contexto, é crucial que medidas sejam tomadas em contenção ao transtorno discorrido.                                                   Nesse sentido, faz-se exigente mobilização governamental para garantir os cuidados em saúde para com os brasileiros. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, facilite o acesso amplo e democrático de informações a população. Através de palestras nas escolas com especialistas, criação de sites voltados exclusivamente para o trabalho de divulgadores científicos e incentivo financeiro aos mesmos, por meio de verbas destinadas a propagandas vacinais, a fim de proporcionar o bem estar social como um todo. Desse modo, gerar-se-á uma cidadania mais crítica, atenta e disposta em seguir os protocolos do PNI.