Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 08/01/2021

No início do século XX, durande a tentativa de modernizar o Rio de Janeiro, rompe a Revolta da Vacina, protagonizada pelas camadas mais populares da cidade, contestando a vacinação imposta pelo governo. Tal evento convida a discução à respeito da obrigatoriedade da vacina, que sim, deve ser obrigatória, visto que não se trata de uma decisão individual, mas coletiva e ética.

Embora muitos considerem tal decisão como sendo pessoal e portanto sua imposição pelo Estado inválida, tal raciocínio é um equívoco. Pois, recorrendo ao ditado popular: “a minha liberdade termina quando começa a do próximo”, ou seja, tal decisão afeta não somente ao indivíduo, mas toda a população, pois a saúde geral depende da imunização de todos.

Seguidamente, utilizando-se do imperativo categórico, elaborado pelo filósofo alemão Immanuel Kant, para que uma ação seja considerada correta, deve ser de tal forma que possa ser considerada  uma lei universal. Por conseguinte, caso todos optarem por não se vacinar, as doenças não serão contidas, causando um grande mal, logo, tal ação é antiética.

Por fim, observando o crescente número de movimentos anti-vacinas, nota-se que a negação geralmente ocorre por desinformação. Assim, vale lembrar a importância da ação comunicativa, definida pelo filósofo Habermas, que estabelece o diálogo amigável e argumentativo como forma de alcançar o consenso. Sendo vital para estabelecer a vacinação na sociedade.

Em virtude dos argumentos mencionados é necessário que medidas sejam tomadas. Assim sendo, as escolas devem conscientizar as futuras gerações à respeito da importância e necessidade das vacinas, por meio de debates -  baseados na ação comunicativa -, e aulas expositivas que desmistifiquem o funcionamento das vacinas. Dessa maneira, ações negacionistas motivadas por medo e desinformação, como a Revolta da Vacina, não repetir-se-ão.