Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 08/01/2021
A partir dos dados das secretarias estaduais de Saúde, cerca de 200 mil pessoas foram a óbito, devido à Covid-19, no Brasil. Diante desse dado alarmante, existe uma busca incessante pela vacina desse vírus, com o intuito de minimizar o número de mortes. Posto isso, apesar dos esforços de centenas de cientistas, uma parcela da população nega os efeitos positivos do ato de prevenção, em decorrência da disseminação das famosas “fakes news” e a negligência do Estado em promover políticas educativas e a obrigatoriedade da prática de imunização ativa da população.
Diante desse contexto, é de suma importãncia analisar os efeitos da propagação de inverdades no meio midiático. Sob essa perspectiva, o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, descrevendo 12 crianças que desenvolveram comportamentos autistas e inflamação intestinal grave. Diante disso, ele associou esses contratempos com uma vacina que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Dessa forma, esse indivíduo, de maneira irresponsável, êxpos uma informação falsa, a qual contribuiu para a formação de movimentos antivacina. Por consequência, doenças que foram erradicas do Brasil retornaram, por exemplo, a poliomielite, o que coloca a vida de crianças em riscos, em razão do efeito da paralisia.
Ademais, a nítida carência de políticas públicas educativas que incentivam o ato de prevenção da população é uma prova da indiligência do governo. Sob esse viés, a Revolta da Vacina, ocorrida no governo de Rodrigues alves, decorreu do autoritarismo do Estado em viabilizar as reformas urbanas e proporciona ao povo imunização contra febre amarela e varíola. Nesse sentido, percebe-se que há uma analogia com o cenário hodierno, visto que o baixo diálogo entre o governo e o corpo social impulsiona a processo de manifestações de pessoas contrárias a prática da vacinação, o que resulta no alastramento de patologias virais. À vista disso, de acordo com o filósofo inglês Herbert Spencer “A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”. Desssa maneira, é imperativo que os agentes públicos tornem obrigatório o ato de imunização, haja vista que o direito à vida de uma pessoa pode estar em risco, por conta da divergência ideológica de parte da sociedade.
Portanto, é fulcral que o Ministério da Saúde intensifique as políticas de vacinação nas escolas, por meio de investimentos nas universidades e no Instituto Butantan, os quais irão produzir vacinas a nível nacional, para garantir que jovens e crianças sejam imunizadas. Além disso, é necessário que os influenciadores digitais, como atores, modelos e youtubers, incentivem à população a se imunozar, por intermédio de vídeos apoiados por agentes da saúde, para que, desse modo, a maior parte da população procure prevenções não apenas para a Covid-19, mas para todas as doenças.