Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 10/01/2021
Consoante ao filósofo britânico Stuart Mill, uma pessoa tem liberdade de agir como desejar, desde que suas ações não prejudiquem o outro. Posto isso, nota-se que um indivíduo não imunizado inserido na sociedade, torna-se capacitado a infectar outros grupos presentes em um mesmo ambiente, divergindo, dessa maneira, dos pensamentos do filósofo inglês. Nesse sentido, fica evidente que é fundamental a obrigatoriedade da vacinação, entretanto a insuficiente disseminação de informações a cerca do funcionamento e da importância da imunização de todos pertencente ao corpo social, dificulta que tal conduta seja realizada de forma eficiente. Sendo assim, a interferência governamental para a resolução eficaz da problemática discutida, é necessária.
Sob esse viés, é importante destacar que a vacinação obrigatória é fundamental para a erradicar doenças que afetam a população e são problemas de saúde pública. No entanto, a escassa difusão de notícias claras e verídicas a respeito da importância e do funcionamento da imunização coletiva, resulta na divulgação de notícias não verdadeiras, principalmente nas mídias sociais, promovendo o crescimento de movimentos antivacinas, dificultando a eficiente imunização da sociedade. Nesse contexto, o documentário “Guerra das vacinas” do canal estadunidense CNN, demonstra de forma pertinente, como os movimentos contra as vacinas reduzem a confiança da população para como o assunto, aumentando a disseminação de doenças antes erradicadas.
Em segunda análise, é cabível expor os dados da Organização Mundial da Saúde, no qual explicita que no ano de 2018, cerca de 1000 casos de Sarampo, doença até então erradicada do Brasil, foram notificados no norte do país. Nesse âmbito, entende-se a indispensabilidade da vacinação ser obrigatória, porquanto são responsáveis pela extinção de doenças da sociedade, já que impedem a disseminação de patógenos causadores dessas enfermidades, proporcionando aos cidadãos uma melhor qualidade de vida. Compreende-se a importância da adoção de meios aptos a solucionar a adversidade.
Por conseguinte, torna-se perceptível, a necessidade da aplicação de meios aptos a resolver o problema da vacinação da população. Nessa conjuntura, é de responsabilidade do Ministério da saúde, difundir informações verídicas, por meio de mídias sociais e televisivas, além de locais públicas de grande visibilidade, com campanhas de conscientização que mostrem a importância e o funcionamento da imunização, a fim de atenuar os discursos contrários às vacinas. Logo, a teoria de Mill poderá ser colocada corretamente em prática dentro da sociedade, e o problema em questão será solucionado de forma eficaz.