Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 16/01/2021

Em 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu a ‘‘Revolta da Vacina’’, um motim organizado pela população desinformada sobre as reações adversas e os benefícios da vacina contra a varíola. Destarte, hodiernamente, após a terceira revolução industrial, os meios de comunicação se tornaram mais eficientes, porém, concomitantemente com as informações, surgiram as notícias falsas. Com isso, o cuidado com a saúde é dificultado, não somente pela veracidade informativa duvidosa, mas também pela escassez de políticas sociais. Dessa forma, é imperiosa ações para combater esses óbices.

Convém ressaltar, a princípio, a propagação em grande escala das famosas ‘‘Fake News’’ nas mídias sociais como um obstáculo para adquirir conhecimento e, principalmente, obter a profilaxia. De acordo com o ilustríssimo sociólogo Émile Durkheim, em seu conceito de ‘‘Fato Social’’, o ser humano é moldado na forma de agir por características como a coercitividade, a generalidade e a exterioridade. Ou seja, uma sociedade alienada por relatos ou noticiários falsos, veículadas pelo Whatsapp, Instagram ou Facebook, terão uma grande resistência aos programas de vacinação. Com isso, é gerada uma nociva ameaça à saúde pública de todo o país, principalmente, contra os grupos de risco, pois indivíduos considerados ‘‘antivacina’’ são potencialmente veiculadores da patologia.

Nesse contexto, a negligência governamental em influenciar a vida dos cidadãos para obterem discernimento e, assim, evitar a rejeição à ciência, fomenta em possíveis epidemias, e até mesmo em pandemias. Conforme o Artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença. Entretanto, ao analisar a realidade atual, o Governo se mantém em inércia e negligência, e, por conta disso, os direitos não saem do papel. Logo, é imprescindível pugnar esse tipo de comportamento nefasto de uma esfera que deveria contribuir para a ordem da sociedade e assegurar o cumprimento da lei, prevista na Carta Magna do Brasil, a fim de alcançar a plena democracia.

Infere-se, portanto, a necessidade de mudar o panorama atual de mentiras e descaso. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, concomitantemente com o Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, informar as famílias sobre a importância de adotar medidas profiláticas, por meio de aplicativos para dispositivos móveis, como por exemplo os iOS e Android, de forma lúdica e informativa com jogos, textos e vídeos, com o fito de cada vez mais proteger as pessoas e impossibilitar a transmissão dos agentes infecciosos. Outrossim, as Organizações Não Governamentais, deverão avisar todos os brasileiros, por meio de palestras em praças públicas, a fim de disponibilizar informações para todos e impedir futuras ‘‘Revoltas da Vacina’’.