Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 10/01/2021
Ao longo dos anos a humanidade alcançou significativos avanços científicos. Assim, obteve-se o aumento na expectativa de vida das pessoas, bem como a erradicação de doenças, que outrora assolaram o mundo. Ainda, esses feitos se devem, em grande medida, ao advento das vacinas. Entretanto, observa-se um crescente número de pessoas contrárias à vacinação. Primeiro, alicerçadas por informações errôneas e, segundo, por ausência de uma perspectiva coletiva em saúde.
Antes de tudo, salienta-se a existência da internet como recente ferramenta democrática de propagação de ideias, que, no seu pólo negativo, iguala saberes robustamente construídos pela ciência com informações obscurantistas. Nesse sentido, o enviesado artigo publicado na década de 1990, pelo médico inglês Wakefield, pôs suspeita aos benefícios da vacinação. Do mesmo modo, no Brasil, a falta de diálogo do governo para esclarecimento populacional, culminou na Revolta da Vacina.
Ademais, a vacinação trata-se de uma estratégia coletiva em saúde, necessitando de ampla adesão para a garantia de resultados satisfatórios. Assim, configura-se como uma contratuação social. Em consonância, no Brasil, é obrigatória a vacinação de crianças e adolescentes, conforme estabelece o Estatuto da Criança e Adolescente. Portanto, prescinde de arbítrio do responsável. Desse modo, a imunização atende, antes que a uma liberdade individual, a um direito da coletividade.
Em síntese, garantir a ampla vacinação é uma responsabilidade governamental. Dessa forma, cabe ao Executivo Federal, por meio do Ministério da Saúde, o estabelecimento de contratos com emissoras de televisão, rádio e influenciadores digitais para a reiteração anual, por meio de propagandas, sobre a importância e a segurança da vacinação. Tal medida tem a finalidade de alcançar públicos de distintas faixas etárias e assegurar o direito e a saúde coletiva.