Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 10/01/2021
A Revolta da Vacina foi uma maneira da população do século vinte demonstrar que não aceitariam a imposição da vacinação. De forma analóga, atualmente tem sido questionado a obrigatóriedade da vacinação em função da saúde pública. Entretanto, tal ação não deve ser mandatória, pois pode ferir a Constituição Brasileira e gerar revoltas populares. Portanto, algo deve ser feito para solucionar esse problema.
Inicialmente, é importante destacar que a vacinação obrigatória transgride a Constituição Brasileira. De fato, a vacina é um método preventivo importante para a saúde pública, mas a obrigatóriedade aniquila os direitos de escolha de uma pessoa. Afirma-se isso, pois a Constituição assegura o direito à liberdade de consciência e crença, ou seja, o indivíduio tem direito de escolha. Nesse sentido, é necessário lembrar que existem algumas religiões que não permitem a vacinação, e a imposição da vacina, além de descumprir a Constituição do país, fere a crença da pessoa. Dessa forma, a vacina não deve ser obrigatória para não violar os direitos do indivíduo.
Além disso, a determinação da vacina pode causar rebeliões na sociedade. Isso pode ser afirmado, pois no século vinte o Rio de Janeiro presenciou uma situação de conflito, dado que a população se revoltou contra o governo devido à imposição da vacina anti-varíola sem nenhuma orientação. Nessa linha de raciocínio, atualmente a população procura informações sobre as vacinas, mas, muitas vezes, se deparam com fake news e acreditam nelas. Em consequência disso, a sociedade fica com medo e dúvidas sobre às vacinas e podem se rebelar com alguma imposição.
Portanto, para que haja cuidado com a saúde pública sem a obrigatóriedade da vacina, o Ministério da Saúde deve investir financeiramente e criar propagandas para desmistificar os mitos sobre as vacinas, por meio das redes sociais e mídia, por exemplo a criação de uma página para a população tirar dúvidas, no intuito de fazer com que as pessoas sejam orientadas e menos resistentes à vacinação e que a imposição da vacina não aconteça.