Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 11/01/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - garante os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a falta de cuidado com a saúde e a obrigatoriedade da vacinação, verifica-se que esse preceito é constatada na teoria e não desejavemente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à carência de conhecimento, mas também ao individualismo da atualidade diante desse quadro alarmante.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a carência de conhecimento sobre as vacinas. Segundo o filósofo grego Aristoteles, a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça, o equilibrio seja alcançado na sociedade brasileira, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, existe um crescente número de cidadãos seguindo o movimento antivacina, que se inicioucom a publicação de uma matéria na revista Lancet, na qual o médico Andrew wakefield afirma que o aumento de casos de crianças autistas vem da vacina triplice viral, ainda que já desmetida, pois o doutor era pago para disseminar as falss informações, muitos pais acreditam e não vacinam seus filhos, os deixando passíveis de doenças. Desse modo, faz- se necessária a reformulação dessa postura estatal, que ignora o ocorrido, de forma urgente.

Além disso, o individualismo também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com a Modernidade líquida, teoria do sociólogo Zygmunt Bauman, na modernidade as pessoas são individualistas, sempre se colocam em primeiro lugar, sem pensar nos outros. Partindo desse pressuposto, percebe-se que é uma óbvia problemática quando as pessoas deixam de se vacinar e comprometem a imunização de rebanho,que é quando grande maioria da comunidade se imuniza e protege os que não puderam, por exemplo, os alergicos a substãncias contidas nas vacinas e aqueles com pouca idade para se imunizar. Destarte, é imprescindivel a atuação governmental e socialpara que taiss impecilhos sejam superados.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar esse quadro alarmante. Para tanto, o Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em campanhas informativas sobre o funcionamento das vacinas e desmistificar as falsas crenças, com o objetivo de mostrar aos pais a importância da vacinação no desenvolvimento do ser humano. Assim, poder-se-á diminuir, em médio a longo prazo o impasse da luta contra a falta de cuidado com a saúde e a obrigatoriedade da vacinação.