Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 11/01/2021

No início do século XX, o Brasil vivenciava a chamada ‘‘Revolta da Vacina’’, a qual foi impulsionada pelo sancionamento de uma lei que visava a vacinação obrigatória contra varíola. Atualmente, a vacinação é opcional, porém alguns grupos extremistas questinam a segurança e a eficácia das vacinas, além de propagarem campanhas contra a vacinação. Diante disso, é necessário avaliar a causa e a consequência desse fato: o descaso governamental e o retorno de doenças erradicadas.

Primeiramente, pode-se afirmar que a interesse dos governantes em conscientizar a população agrava o problema. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social, o que não configura a realidade brasileira. Devido à falta de investimentos em campanhas informativas, a sociedade está vulnerável ao surgimento de notícias falsas a respeito das vacinas, como a polêmica de que as vacinas causam autismo. Por conseguinte, há uma queda nas taxas de vacinação e a saúde pública do país é prejudicada.

Outrossim, é válido ressaltar as consequências da problemática supracitada. Em consonância com o pensamento do sociólogo Zygmund Bauman, no mundo moderno as pessoas são extremamente individualistas, guiando-se apenas em sua visão pessoal. Analogamente, entende-se que a vacinação não se restringe a uma escolha individual já que afeta toda a sociedade, mas com a crescente adesão aos ideais dos grupos antivacina, os quais seguem as crenças que acreditam beneficiá-los, doenças consideradas erradicadas ressurgiram. Prova disso, é que, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em outubro de 2011, contabilizou-se 26 casos de sarampo no estado de São Paulo.

Infere-se, portanto, que solucionar os impasses da vacinação será um grande desafio ao governo brasileiro. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde, junto às mídias, deve incentivar a vacinação, por meio de campanhas televisivas. Essas campanhas devem ter a participação dos profissionais da saúde, com o intuito de acabar com os mitos e notícias falsas e alertar sobre os perigos da não vacinação. Com a finalidade de conscientizar a população e preservar a saúde pública. Somente assim, cenários como o da ‘‘Revolta da Vacina’’ não se repetirão na sociedade brasileira.