Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?

Enviada em 11/01/2021

A primeira vacina registrada foi criada por Edward Jenner no século XVIII, ele observou ordenhadores de vacas que se contaminaram por uma doença de gado e se tornaram imunes à varíola. O médico fez a experiência extraindo pus de uma mulher contaminada com a varíola bovina e inoculando em um menino saudável de oito anos; o garoto contraiu a doença de forma branda e logo ficou curado. Surgiu-se então a primeira vacina, um marco na história da medicina e na expectativa de vida humana. Entretanto vê-se atualmente a cultura do negacionismo, indivíduos que duvidam dos feitos e avanços científicos na área da saúde e põe em risco toda uma população, problema este que deve ser contido e solucionado pelas autoridades.

Evidentemente, a pandemia do coronavírus abalou todas as estruturas existentes, desde a econômica até -principalmente- as perdas humanas, o que acelerou a colaboração global ao surgir um senso de emergência. Dessa forma, governos, empresas e cientistas se uniram e compartilharam conhecimento em busca da vacina. Os resultados já estão sendo mostrados, assim como a eficácia, contudo, grupos contestam a veracidade, tendo como argumentos teorias da conspiração ou, até mesmo, indivíduos que por falta de informações ficam exitantes quanto a vacinação.

Vale ressaltar que, em situação de crise de saúde pública é imprescindível a vacinação em massa para que haja a imunidade de rebanho (para o covid 19 em torno de 60% a 70% da população), para que o vírus não consiga se multiplicar. Quanto mais a população fica exposta, mais aumenta o risco de mutações no vírus, ou seja, indivíduos que optarem por não se vacinarem podem adquirir o vírus modificado e contaminar aqueles que se imunizaram, mas não possuem barreiras para a “nova modalidade”. Em suma, é saudável ter um pouco de ceticismo e pesquisar diversas fontes, mas não ao ponto de tomar uma postura negacionista.

Medidas, portanto, devem ser feitas para resolver esse impasse. O Ministério da Saúde deve promover uma campanha de convencimento por meio de propagandas em rede nacional; sites na internet; panfletos; palestras nas escolas e ambientes de trabalho, no intuito não de obrigar, mas de ofertar e explicar a importância da imunização. Além disso, manter e enrijecer as restrições para aqueles que não vacinam, como: impedir a circulação em ambientes públicos, viagens, entre outros, afinal, para se viver em sociedade deve haver regras e concessões e isso inclui pensar não só individualmente, mas coletivamente.