Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 11/01/2021
Desde o salto tecnológico e científico do século XX, diversas doenças virais diminuiram drasticamente em razão das vacinas. Assim, esse procedimento causou diversas revoltas e dúvidas. Algo que persisti até contemporaneidade, mesmo com um potencial de difusão de informações diferente de cem anos atrás.
Em primeiro plano, suponha-se que com o acontecimento da internet na vida de quase metade dos cidadãos brasileiros, em 2021, iriam provocar uma diminuição nas ondas reacionárias contra vacinas. Contudo, não foi o que ocorreu. Deste modo, com as mídias sociais se alastrou o conceito de Fake news por todo o ocidente. Ou seja, o fenômeno de espalhar em questão de segundos, informações falsas para milhares ou milhões de pessoas. Como isso alterou até eleições políticas nos Estados Unidos da América e no Brasil, evidentemente iria afetar a saúde. Todavia, ainda se deve responsabilizar o processo de sucateamento da educação e saúde pública, em que a construção neoliberal - que se consolida no Brasil - insere, onde favorece explicitamente organizações privadas.
Ademais, vale ressaltar a importância do SUS - Sistema Único de Saúde - que desde a Constituição Federal de 1988, auxilia a sociedade em que possui a segunda maior concentração de renda do mundo, segundo a ONU em 2019. Seja em pesquisas médicas, projetos de conscientizações, medicamentos e vacinas sem custos e etc. Não obstante, desde de 2016 com o golpe político e ascensão presidencial de Michel Temer, e sobretudo, na eleição da extrema-direita de Jair M. Bolsonaro, em 2018, se nota uma desvalorização gradual com um pesado corte de verbas nessa área e discursos negacionistas, como Bolsonaro faz periodicamente até em pronunciamentos oficiais, que insiste em minimizar a pandemia global do novo coronavírus e a eficácia de uma possível vacina, onde instituições públicas - aliadas ao SUS - como a Fiocruz e o Butantan produz e estuda.
É tácito entender, portanto, que os movimentos “antivacinas” se constituem ao lado de uma fálasia difamatória de um sistema que apesar de muitos erros, possui mais acertos. Visto uma necessidade estrutural, uma vez que o capitalismo produz e acentua na vida da grande maioria dos brasileiros com suas cíclicas crises estruturais, algo que Mészáros já havia notificado. Então, com o propósito coletivo que o Iluminista Jean J. Rousseau criou com o “Pacto Social”, toda sociedade deve se conscientizar do potencial coletivo para a continuidade saudável da humanidade na Terra - nesse caso, a ação edificante das vacinas. Por conseguinte, isso deve ser feito com o devido projeto continental que o país abrange com um subsídio do Ministério da Saúde - e claro com o apoio indiscutível do Poder Executivo - onde irá priorizar o SUS e conscientizar toda sociedade com a especificidade necessária de cada Município.