Cuidado com a saúde: A vacinação deve ser obrigatória?
Enviada em 16/01/2021
Na série britânica, “Doctor Who”, a personagem Amy Pond acaba indo parar em uma dimensão alternativa onde é perseguida por robôs que querem aplicar vacinas com o intuito de higienização. Fora da ficção, a obrigatoriedade da vacinação é constantemente tema de debates sociais. Tal conjuntura se dá por diversos fatores, dentre os quais destacam-se os movimentos antivacina e a propagação de notícias falsas. Dessa forma, é importante a reversibilidade do cenário em questão.
Primordialmente, no século XVIII, José, príncipe de Portugal, morreu após contrair varíola, causada por um vírus contagiante. Mesmo com a existência da vacina, sua mãe, Maria I, impediu que fosse aplicada em seu filho, pois, de acordo com ela, a cura estava nas mãos de Deus e não na ciência. Nesse sentido, movimentos antivacina, juntamente com grupos religiosos, se firmam como os principais motivos para a volta de doenças cessadas. Além disso, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilize, gratuitamente, a solução para a imunidade do sarampo, de acordo com dados do Ministério da Saúde, no ano de 2019, cerca de 2.750 casos foram confirmados em 13 estados brasileiros.
Não obstante, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destaca a obrigatoriedade da vacina em crianças. No entanto, as notícias falsas frequentemente compartilhadas nas redes sociais, propende a fazer com que pais e responsáveis comecem a questionar a segurança e eficácia das vacinas. Desse modo, a lacuna quanto a verificação e veracidade das informações tende a influenciar na diminuição do número de crianças sendo vacinadas durante as campanhas. Logo, culminando para que doenças infecciosas, que poderiam ser erradicadas, continuem perpetuando mundialmente.
Portanto, mediante os fatos expostos, medidas são necessárias para resolver os impasses. O Ministério da Saúde, em parceria com os estados e municípios, por meio dos veículos midiáticos deve promover campanhas de vacinação que enfatize a importância da imunização para a saúde pública, apresentando dados e estudos científicos comprovando a eficácia. Ademais, urge que as unidades de saúde disponibilizem um número de atendimento, de modo que seja possível tirar dúvidas acerca das vacinas que estão sendo fornecidades e, assim, buscando evitar que as pessoas sejam enganadas por fontes inverídicas.